Visões sociais do magistério

Celso Conti

Resumo


Desde a segunda metade do século 20, têm-se avolumado os estudos relativos à profissão docente em muitos países, inclusive no Brasil. As numerosas pesquisas variaram foco e abordagem e tornaram-se mais holísticas e mais integradas, proporcionando um importante avanço na compreensão do tema. Nesse mesmo período também cresceram os estudos de “gênero”, alavancados pelo movimento feminista. Por fim, isso veio acompanhado de um florescente debate no campo das ciências sociais sobre o conceito de “classe social”, visto até então como totalizante, incapaz de lidar com a multifacetada realidade social. Propõe-se, por exemplo, o uso do conceito “classes populares”, mais elástico e adequado para revelar a dinâmica das relações sociais. Na intersecção desses três movimentos não apenas simultâneos, mas interligados, vão sendo elaboradas, ainda que de forma contraditória, novas visões sociais acerca da profissão docente. Compreendê-las é o objetivo central deste artigo. Com ajuda da literatura pertinente ao tema, foram analisados relatos de vida de seis professoras, em início de carreira, que atuam na rede de ensino de um município de médio porte do interior do Estado de São Paulo.

Palavras-chave


Ensino e classes sociais. Gênero e ensino. Identidade de professores. Professores. Treino de professores.

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DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.v10i2.1346

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