A formação de sentidos subjetivos potencializadores da amorosidade no espaço educacional

Solange Martins Oliveira Magalhães

Resumo


Vivemos tempos em que os sujeitos começam a se reconhecer como seres paradoxais,
em processo de recriação constante. O entendimento de que tudo se liga a tudo,
reciprocamente, numa rede relacional e interdependente, tem promovido o entendimento
de que o indivíduo é um ser autônomo, mas ao mesmo tempo dependente amorosamente
do outro, numa circularidade que o singulariza e distingue simultaneamente. A
tecitura de um sujeito nesta perspectiva envolve articular diferentes fios de um processo
de humanização que procura equacionar a fragmentação entre razão e emoção, com o
objetivo de formar um ser integral portador de novos sentidos subjetivos. Isso passa por
um estado de aprendizagens intensificadamente cooperativo, solidário e amoroso. Como
ressalva Morin (2002), é necessário desenvolver uma consciência amorosa pensada como
parte importante de uma consciência, capaz de ajudar os sujeitos à auto-organizaremse,
transformando-se continuamente, estimulando-se a formação de sentidos subjetivos
capazes de potencializar a amorosidade no espaço educacional. Essa maneira de conceber
o sujeito, concretiza a visão de complexidade defendida por Morin (2001), pois considera
as articulações, as interconexões, as ligações, que materializam aquilo que é tecido junto.

Palavras-chave


Educação. Transdisciplinaridade. Amorosidade. Formação de professores.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.n27.2381

Direitos autorais



Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

EccoS – Revista Científica
ISSN da versão online: 1983-9278
ISSN da versão impressa: 1517-1949
www.revistaeccos.org.br