A ação pedagógica e a autoeficácia docente no ensino superior

Fátima Cristina Luiz Leonardo, Camélia Santina Murgo, Bárbara Cristina Soares Sena

Resumo


Este estudo teve como objetivo compreender a percepção de autoeficácia de professores em suas práticas pedagógicas. Participaram nove docentes, de ambos os sexos, com idade entre 28 e 63 anos, de uma universidade particular do estado de São Paulo. Para a coleta de dados foram realizados encontros de grupo focal. A primeira categoria de análise mostrou que os professores identificam a interferência das três fontes de formação de crenças preconizadas pela literatura. Mencionam que tanto as aprendizagens vicárias quanto as experiências pessoais em sala de aula, bem como o feedback que recebem dos superiores, pares e dos próprios alunos, atuam como fontes de formação das suas crenças de autoeficácia. Já a segunda categoria revelou que os professores associam suas práticas pedagógicas a suas crenças de autoeficácia. Novos estudos são recomendados para que a compreensão acerca dos impactos da autoeficácia na ação docente seja mais bem dimensionada e, com isso, possam ser viabilizadas práticas pedagógicas exitosas na educação superior.

Palavras-chave


Autoeficácia; Ação Docente; Ensino Superior

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DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.n48.8058

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