E se sujar de tinta? Práticas artísticas e suas afetações no AEE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5585/2025.28625

Palavras-chave:

acessibilidade, AEE, arte escolar, educação inclusiva, práticas pedagógicas

Resumo

Este artigo discute os efeitos das práticas artísticas no cotidiano do Atendimento Educacional Especializado (AEE) em duas escolas públicas estaduais localizadas no interior do estado do Pará. A pesquisa, de natureza qualitativa e exploratória, foi desenvolvida no âmbito de um projeto de extensão vinculado ao Núcleo de Estudos em Didática e Inclusão (NEDI), articulando teoria e prática em experiências educativas mediadas pela arte. As atividades realizadas incluíram oficinas pedagógicas com educadores e cuidadores, produção de materiais didáticos acessíveis e ações de pintura coletiva com estudantes do AEE. A análise dos dados buscou compreender de que maneira a arte atravessa o AEE, provocando deslocamentos nos modos de escuta, nas relações pedagógicas e na implicação dos sujeitos envolvidos. Os resultados indicam que a inserção de práticas artísticas favorece o protagonismo dos estudantes, a coautoria dos profissionais da educação e a criação de ambientes mais sensíveis, inventivos e afetivamente potentes. Além disso, demonstram que a arte atua como linguagem pedagógica transformadora, capaz de tensionar modelos escolares normativos e ampliar os modos de aprender, ensinar e conviver no contexto da educação inclusiva. Defende-se, assim, que a arte seja reconhecida como dimensão formativa, política e estruturante das práticas inclusivas no AEE.

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Biografia do Autor

Carolline Septimio, Universidade Federal do Pará – UFPA, Bragança, Pará, Brasil

Professora Adjunta na Faculdade de Educação na Universidade Federal do Pará - (UFPA). Pedagoga pela Universidade Estadual do Pará, Mestre em Educação pela UFPA e Doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação - (PPGE) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

Miguel Santos, Universidade Federal do Pará – UFPA, Bragança, Pará, Brasil

Estudante do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Pará (UFPA) - Campus Bragança.

Renata Almeida Figueira, Universidade Federal do Pará – UFPA, Bragança, Pará, Brasil

Doutoranda em Psicologia pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Pará (PPGP - UFPA). Psicóloga pela UFPA, Mestra em Teoria e Pesquisa do Comportamento pela UFPA e Pós-graduada em Psicologia Clínica em Gestalt-terapia pelo ETHOS Psicotestes.

Referências

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Publicado

07.07.2025
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