Cidade Inteligente: diagnóstico dos aspectos econômicos e da força produtiva do Distrito Federal

Fátima de Souza Freire, Luiz Guilherme de Oliveira, Antônio Nascimento Junior, Nilton Oliveira da Silva, Fernanda Pimentel Crispim

Resumo


Objetivo: O objetivo do trabalho foi diagnosticar os aspectos econômicos e da força produtiva das Regiões Administrativas do Distrito Federal, sob a luz das características que compõem o conceito de cidades inteligentes.

Metodologia: Dados secundários da economia, foram extraídos do sítio governamental do Distrito Federal referente às informações do planejamento de atividades do governo, o Plano Plurianual, e Balanço Orçamentário, período de 2016-2019. Enquanto da força produtiva, as informações foram obtidas do sítio da Receita Federal, denominado Cnpj.info, de mais de 263 mil entidades empresariais, ano de 2018.  A partir de técnicas de análise de conteúdo e de uma análise espacial, as entidades foram agrupadas em cinco categorias de intensidade tecnológica, classificadas pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em alta, médio-alta, média, médio-baixa e baixa intensidade tecnológica.

Originalidade/Relevância: As informações sobre características de desenvolvimento das regiões contribuem para o aprimoramento de políticas públicas na construção de cidades modernas, além de identificar falhas e oportunidades, reproduzindo bons exemplos para a compreensão e programa de pesquisas sobre essa atual matéria.

Resultados: O mapeamento permitiu conhecer os tipos de empresas e suas potencialidades, bem como, as competências econômicas e inovadoras no Distrito Federal. Em 2018, havia 112 entidades empresariais classificadas com alto nível de intensidade tecnológica. As microempresas concentravam a maior parte de empresas em todos os níveis tecnológicos, perfazendo um total de 178.289. O Distrito Federal ainda apresenta uma força produtiva incipiente no que tange ao processo de construção de uma cidade inteligente.

Contribuições sociais / para a gestão: Pretende-se contribuir com a tomada de decisão no campo de políticas públicas que vise ações econômicas e sociais no Distrito Federal, especialmente com a visão do campo de produção e inovação que viabilizem a estruturação de uma cidade inteligente alinhando-se às novas perspectivas globais de desenvolvimento.


Palavras-chave


Cidades Inteligentes; Distrito Federal; Inovação; Gestão Urbana.

Texto completo:

PDF (English) PDF

Referências


Ahvenniemi, H., Huovila, A., Pinto-Seppä, I., & Airaksinen, M. (2017). What are the differences between sustainable and smart cities?. Cities, 60, 234-245. https://doi.org/10.1016/j.cities.2016.09.009

Alves, M. A., Dias, R. C., & Seixas, P. C. (2019). Smart Cities no Brasil e em Portugal: o estado da arte. Urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, 11. https://doi.org/10.1590/2175-3369.011.e20190061

Bardin, L. (2008). Análise de Conteúdo. (L. A. R. trad.) Edições 70.

Batty, M. (2008). The size, scale, and shape of cities. Science, 319(5864), 769-771. https://doi.org/10.1126/science.1151419

Batty, M. (2010). Visualizing space–time dynamics in scaling systems. Complexity, 16(2), 51-63. https://doi.org/10.1002/cplx.20342

Batty, M., Axhausen, K.W., Giannotti, F. et al. Smart cities of the future. Eur. Phys. J. Spec. Top. 214, 481–518 (2012). https://doi.org/10.1140/epjst/e2012-01703-3.

Beck, D. F., & de Melo Conti, D. (2021). The Role of Urban Innovativeness, Smart Governance, and Smart Development in the Urban Smartness. Humanidades & Inovação, 8(49), 141-151. Recuperado de https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/5134

Beck, D., Da Silva Neto, W., Bezerra, A., Araújo, V., & Távora, C. (2020). Um framework teórico sobre a dimensão social da inteligência das Cidades Inteligentes. Revista de Arquitetura IMED, 9(2), 1-17. https://doi.org/10.18256/2318-1109.2020.v9i2.3748

Caragliu, A., Del Bo, C., & Nijkamp, P. (2013). Smart cities in Europe. In Smart cities (pp. 185-207). Routledge. Recuperado de https://www.taylorfrancis.com/books/mono/10.4324/9780203076224/smart-cities?refId=c33a9907-6979-4de3-baab-db350041fc5a&context=ubx

Cavalcante, L. R. (2010). Políticas de ciência, tecnologia e inovação no Brasil: uma análise com base nos indicadores agregados. In Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Brasil em Desenvolvimento: Estado, planejamento e políticas públicas (pp. 289-310). Brasília: Ipea. Recuperado de http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/2378

Cavalcante, P. L. (2007). O Plano Plurianual: resultados da mais recente reforma do Planejamento e Orçamento no Brasil. Revista do serviço público, 58(2), 129-150. Recuperado de https://revista.enap.gov.br/index.php/RSP/article/view/168/173

Chourabi, H., Nam, T., Walker, S., Gil-Garcia, J. R., Mellouli, S., Nahon, K., ... & Scholl, H. J. (2012, January). Understanding smart cities: An integrative framework. In 2012 45th Hawaii international conference on system sciences (pp. 2289-2297). IEEE. https://doi.org/10.1109/HICSS.2012.615

Dameri, R. P. (2013). Searching for smart city definition: a comprehensive proposal. International Journal of computers & technology, 11(5), 2544-2551. Recuperado de https://rajpub.com/index.php/ijct/issue/view/199

Decreto nº 9.283, de 7 de fevereiro de 2018 (2018). Regulamenta a Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004, a Lei nº 13.243, de 11 de janeiro de 2016, o art. 24, § 3º, e o art. 32, § 7º, da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, o art. 1º da Lei nº 8.010, de 29 de março de 1990, e o art. 2º, caput, inciso I, alínea "g", da Lei nº 8.032, de 12 de abril de 1990, e altera o Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009, para estabelecer medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, com vistas à capacitação tecnológica, ao alcance da autonomia tecnológica e ao desenvolvimento do sistema produtivo nacional e regional. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9283.htm

Duarte, F. (2005). Cidades inteligentes: inovação tecnológica no meio urbano. São Paulo em Perspectiva, 19(1), 122-131. https://doi.org/10.1590/S0102-88392005000100011

Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal (2019 - 2020). Relatório de gestão FAP-DF 2020. [s.l: s.n.]. Recuperado de http://www.fap.df.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/Relatorio-de-Gestao-UO-40201-18_01_2021_19_05.pdf

Galindo-Rueda, F.; Verger, F.(2016). OECD Taxonomy of Economic Activities Based on R&D Intensity. OECD Science, Technology and Industry Working Papers, n. 2016/04. Paris: OECD Publishing. Recuperado em:

Giffinger, R., & Gudrun, H. (2010). Smart cities ranking: an effective instrument for the positioning of the cities? ACE: architecture, city and environment, 4(12), 7-26. http://dx.doi.org/10.5821/ace.v4i12.2483

Governo do Distrito Federal (2015). Orientações para elaboração do Plano Plurianual 2016-2019. Recuperado de http://www.economia.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2017/12/Orienta%C3%A7%C3%B5es-para-a-Elabora%C3%A7%C3%A3o-do-PPA-2016-2019.pdf

Governo do Distrito Federal (2019). Plano Estratégico do Distrito Federal 2019-2060. Brasília, Recuperado de http://www.economia.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2019/05/Book_PEDF_Plano_Estrategico_final.pdf

Harrison, C., & Donnelly, I. A. (2011). A Theory of Smart Cities. Proceedings of the 55th Annual Meeting of the ISSS - 2011, Hull, UK, 55(1). Retrieved from https://journals.isss.org/index.php/proceedings55th/article/view/1703

Harrison, C., Eckman, B., Hamilton, R., Hartswick, P., Kalagnanam, J., Paraszczak, J., & Williams, P. (2010). Foundations for smarter cities. IBM Journal of research and development, 54(4), 1-16. Recuperado de https://ieeexplore.ieee.org/abstract/document/5512826.

Hollands, R. G. (2008). Will the real smart city please stand up? Intelligent, progressive or entrepreneurial?. City, 12(3), 303-320. https://doi.org/10.1080/13604810802479126

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2018). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2018. Recuperado em 10 dez. 2020 de https://www.ibge.gov.br/estatisticas/multidominio/condicoes-de-vida-desigualdade-e-pobreza/17270-pnad-continua.html?=&t=o-que-e.

Komninos, N. (2016). Smart environments and smart growth: connecting innovation strategies and digital growth strategies. International Journal of Knowledge-Based Development, 7(3), 240-263. https://doi.org/10.1504/IJKBD.2016.078536

Kon, F., & Santana, E. F. Z. (2016). Cidades Inteligentes: Conceitos, plataformas e desafios. Jornadas de atualização em informática, 17.3. https://doi.org/10.5753/sbc.6.1

Lazzaretti, K., Sehnem, S., Bencke, F. F., & Machado, H. P. V. (2019). Cidades inteligentes: insights e contribuições das pesquisas brasileiras. Urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, 11. https://doi.org/10.1590/2175-3369.011.001.e20190118

Lei distrital nº 6.140 de 03 de maio de 2018 (2018). Dispõe sobre estímulos ao desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica e à inovação no ambiente produtivo do Distrito Federal, com fins a estimular a geração de riquezas, e dá outras providências. http://www.sinj.df.gov.br/sinj/Norma/9949d81d0a6e44e190494f3f999610de/Lei_6140_03_05_2018.html

Lei n. 10.257, de 10 de julho de 2001 (2001). Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Brasília: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm

Lei n. 10.973, de 2 de dezembro de 2004 (2004). Dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm

Lei nº 13.243, de 11 de janeiro de 2016 (2016). Dispõe sobre estímulos ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e à inovação e altera a Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004, a Lei nº 6.815, de 19 de agosto de 1980, a Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, a Lei nº 12.462, de 4 de agosto de 2011, a Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, a Lei nº 8.958, de 20 de dezembro de 1994, a Lei nº 8.010, de 29 de março de 1990, a Lei nº 8.032, de 12 de abril de 1990, e a Lei nº 12.772, de 28 de dezembro de 2012, nos termos da Emenda Constitucional nº 85, de 26 de fevereiro de 2015.. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2016/lei/l13243.htm

Menelau, S., Macedo, F. G. L., Carvalho, P. L. D., Nascimento, T. G., & Carvalho Júnior, A. D. D. (2019). Mapeamento da produção científica da Indústria 4.0 no contexto dos BRICS: reflexões e interfaces. Cadernos EBAPE. BR, 17(4), 1094-1114. https://doi.org/10.1590/1679-395174878

Michelam, L. D., Cortese, T. T. P., Yigitcanlar, T., & Vils, L. (2020). O desenvolvimento urbano baseado no conhecimento como estratégia para promoção de cidades inteligentes e sustentáveis. Rev. Gest. Ambient. e Sust.- GeAS, 9 (1), 1-21, e 18740. https://doi.org/10.5585/geas.v9i1.18740.

Minghelli, M. (2018). A nova estrutura normativa de ciência, tecnologia e inovação no Brasil. Encontros Bibli: Revista eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da informação, 143-151. https://doi.org/10.5007/1518-2924.2018v23nespp143

Monfaredzadeh, T., & Krueger, R. (2015). Investigating social factors of sustainability in a smart city. Procedia Engineering, 118, 1112-1118. https://doi.org/10.1016/j.proeng.2015.08.452

Morceiro, P. C. (2019). Nova Classificação de Intensidade Tecnológica da OCDE e a Posição do Brasil. Setor Externo: Equilíbrio Com Um Ar de Dúvida, 8. Recuperado de https://downloads.fipe.org.br/publicacoes/bif/bif461.pdf#page=8

Neirotti, P., De Marco, A., Cagliano, A. C., Mangano, G., & Scorrano, F. (2014). Current trends in Smart City initiatives: Some stylised facts. Cities, 38, 25-36. https://doi.org/10.1016/j.cities.2013.12.010

Parque Científico e Tecnológico da UnB – PCTec-UnB (2020). Resolução do Conselho Consultivo do Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília Nº 0001/2020. Recuperado de http://www.pctec.unb.br/documentos/179-documentos/133-regimento

Radziejowska, A., & Sobotka, B. (2021). Analysis of the social aspect of smart cities development for the example of smart sustainable buildings. Energies, 14(14), 4330. https://doi.org/10.3390/en14144330

Rauen, C. V. (2016). O novo marco legal da inovação no Brasil: o que muda na relação ICT-empresa? Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior, 43, 21-35. Recuperado de http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/6051

Ribeiro, F. (2020). A física das cidades. Revista De Morfologia Urbana, 8(1), e00159. https://doi.org/10.47235/rmu.v8i1.159

Schaffers, H., Komninos, N., Pallot, M., Trousse, B., Nilsson, M., & Oliveira, A. (2011). Smart cities and the future internet: Towards cooperation frameworks for open innovation. In The future internet assembly (pp. 431-446). Springer, Berlin, Heidelberg. Recuperado de https://library.oapen.org/bitstream/handle/20.500.12657/27702/10.1007_978-3-642-20898-0.pdf?sequence=1#page=423

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (2020). O que são cidades inteligentes: Recuperado de https://www.secti.df.gov.br/o-que-sao-cidades-inteligentes/

Silva, A. H., & Fossá, M. I. T. (2015). Análise de conteúdo: exemplo de aplicação da técnica para análise de dados qualitativos. Qualitas revista eletrônica, 16(1). Recuperado de https://www.academia.edu/download/56781325/2113-7552-1-PB.pdf

Telles, R. (2001). A efetividade da matriz de amarração de Mazzon nas pesquisas em Administração. Revista de Administração da Universidade de São Paulo, 36(4). Recuperado de http://rausp.usp.br/wp-content/uploads/files/v36n4p64ap72.pdf

Trindade, E. P., Hinnig, M. P. F., Moreira da Costa, E., Marques, J. S., Bastos, R. C., & Yigitcanlar, T. (2017). Sustainable development of smart cities: A systematic review of the literature. Journal of Open Innovation: Technology, Market, and Complexity, 3(3), 11. https://doi.org/10.1186/s40852-017-0063-2

Washburn, D., Sindhu, U., Balaouras, S., Dines, R. A., Hayes, N., & Nelson, L. E. (2009). Helping CIOs understand “smart city” initiatives. Growth, 17(2), 1-17. Recuperado de https://www.itworldcanada.com/archive/Themes/Hubs/Brainstorm/forrester_help_cios_smart_city.pdf

Weber, R. P. (1990). Basic content analysis (2nd ed). Sage Publications.

Weiss, M. C. (2017). Os desafios à gestão das cidades: uma chamada para a ação em tempos de emergência das cidades inteligentes no Brasil. Revista de Direito da cidade, 9(2), 788-824. https://doi.org/10.12957/rdc.2017.27493

Weiss, M. C., Bernardes, R. C., & Consoni, F. L. (2015). Cidades inteligentes como nova prática para o gerenciamento dos serviços e infraestruturas urbanos: a experiência da cidade de Porto Alegre. Urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, 7(3), 310-324. https://doi.org/10.1590/2175-3369.007.003.AO01

Weiss, M. C., Bernardes, R. C., & Consoni, F. L. (2017). Cidades inteligentes: casos e perspectivas para as cidades brasileiras. Revista tecnológica da Fatec americana, 5(1), 01-13. Recuperado de http://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/516




DOI: https://doi.org/10.5585/geas.v11i1.20383

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2022 Revista de Gestão Ambiental e Sustentabilidade

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

Rev. Gest. Ambient. Sustentabilidade

Journal of Environmental Management & Sustainability

Rev. Gest. Ambient. Sustentabilidade ©2022 Todos os direitos reservados.

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença 
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional