A reforma do Estado e da educação na década de 1990: a refuncionalização da escola via implementação da eficiência mercadológica

Enédio Naider Filho

Resumo


Neste artigo, analisam-se alguns dos possíveis impactos sobre o trabalho pedagógico nas instituições escolares da rede pública brasileira, decorrentes das reformas do Estado e da educação implantadas no Brasil na década de 1990. Essas reformas adotaram princípios da teoria do social-liberalismo que faz uma crítica ao Estado do Bem-Estar Social, responsabilizando-o pela crise econômica do período. Essa vertente defende a necessidade de reformar o Estado e suas instituições para corrigir distorções e aumentar sua eficiência, inserindo, assim, o Brasil na nova organização do modo de produção capitalista. Considerando o campo da educação como parte constituinte do Estado capitalista, ele também será objeto das propostas de reforma do Estado, na medida em que o discurso dos reformistas afirma ser sua ineficiência a responsável pelo fracasso escolar.

Palavras-chave


Eficiência mercadológica. Gestão escolar. Políticas educacionais. Reforma do Estado e da educação.

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DOI: https://doi.org/10.5585/dialogia.v7i1.1018

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