Do dialogismo e da heterogeneidade: a constituição do discurso messiânico do sertanejo na cultura popular

Jorge França de Farias Júnior

Resumo


Neste estudo, demonstra-se como ocorre o processo de heterogeneidade discursiva da letra de música Profecia (ou Testamento da ira)1, interpretada pelo grupo cênico-musical Cordel do Fogo Encantado (CFE). É interessante verificar como o grupo do Sertão de Pernambuco, apresenta a letra por meio de enunciados proferidos por profetas que viveram nessa região, a saber, os profetas Pajé Cauã2 e Antônio Conselheiro3. Dessa maneira, o CFE, ao trazer os enunciados desses profetas e suas vozes, constitui seu próprio discurso como sujeito enunciador, evidenciando, assim, uma heterogeneidade discursiva. Para tanto, consideram-se, neste estudo, os trabalhos que procuram entender a relação do sujeito enunciador e seu discurso, como pressuposto, e que é constituído de vários outros discursos que se lhe antepõem.

Palavras-chave


Cultura Popular. Dialogismo. Discurso. Enunciação. Heterogeneidade.

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DOI: https://doi.org/10.5585/dialogia.v8i1.1451

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