Identidade em questão: memórias médicas da escola de medicina da Bahia: ficção ou história?

Kédima Ferreira de Oliveira Matos, Nailton Santos de Matos

Resumo


Desde Aristóteles, história e ficção se avizinham, embora os compromissos de uma e de outra sejam distintos. Este trabalho propõe um debate em torno dos limites tênues entre história e ficção, discutindo os desafios teóricos e metodológicos para a criação de paradigmas de interpretação da realidade. As memórias médicas da Faculdade de Medicina da Bahia se configuram como narrativas que põem em xeque os limites entre História e Literatura. Produzidas nos séculos XIX e XX e narradas por professores catedráticos dessa universidade, as memórias aparecem como narrativas que possibilitam ponderar sobre a relatividade da “verdade” nelas encontrada, uma vez que são construídas com base na subjetividade. A realidade narrada é organizada pela memória do sujeito historiador que a transforma em texto. Nesse processo, o historiador se aproxima do literato que também busca, na matéria desordenada do real, atribuir sentido aos fatos.

Palavras-chave


Ficção. História e literatura. Memória.

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DOI: https://doi.org/10.5585/dialogia.v8i2.1499

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