Percepções (Auto)Formativas de Docentes na Educação em Prisões: caminhos para uma educação libertadora

Amanda Oliveira de Almeida, Orlando Nobre Bezerra de Souza

Resumo


Esta Pesquisa busca analisar percepções (auto)formativas de professores da Educação para Pessoas em Situação de Restrição/Privação de Liberdade. A metodologia adotada através de uma abordagem qualitativa teve como objetivo compreender as repercussões das experiências vividas por cinco professores sobre o seu desenvolvimento profissional/pessoal, com dados coletados por meio de entrevistas semiestruturadas. A análise revelou aspectos relacionados as concepções de educação como um processo de formação e transformação; a importância de uma perspectiva ética para ensinar em ambientes de encarceramento; e a confiança no ser humano, como valores resultantes da relação educadores(as)-educandos(as). No que se refere às práticas pedagógicas, os(as) entrevistados(as) destacaram que apesar da carência de formação específica, se esforçam para implementar ações que potencializem a educação nos estabelecimentos penais como um instrumento capaz de propiciar aos que nela atuam e estão envolvidos, constantes reflexões sobre o ato em si, que mobilizam dimensões fundamentais da vida e da atuação profissional.

Palavras-chave


Educação em Prisões; Formação; Profissão e Vida

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DOI: https://doi.org/10.5585/dialogia.n34.16718

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