Corpo e currículo oculto na educação básica: discursos e práticas opressoras

Mônica de Ávila Todaro, Flávio de Jesus Landolpho

Resumo


Sem a pretensão de generalizar a temática, propõe-se no presente artigo uma reflexão sobre os sentidos e as práticas hauridas nos discursos hegemônicos da inumanidade do outro, sobretudo pelo viés dos estigmas da corporeidade. Busca-se, por meio do estudo de caso, compreender a forma como os adolescentes nas escolas, compreendidas como instituições sociais, assumem a legitimidade dos discursos opressores, pautando suas ações em exclusão, agressão e intolerância. A partir dos ideais de beleza e estereótipos da corporeidade e sexualidade, as palavras de ordem da estética e do consumo determinam as categorizações do humano e do inumano, permitindo as expressões da barbárie como ação, sob o desinteresse dos profissionais da educação, ou mesmo com a conivência passiva e discreta destes. Para uma abordagem do corpo, não apenas como objeto da cultura, mas como produtor de sentido, pautar-se-á nos pensamentos de Freire (1997), Derrida (2011), Foucault (2009) e Gil (2000). Apresentar-se-á, neste texto, uma breve análise do currículo oculto que aclara as etiquetagens da condição humana e que põe a nu os tratamentos dados aos estudantes que são oprimidos e empurrados para a condição de inumanos. 


Palavras-chave


Corpo; Currículo oculto; Educação Básica.

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DOI: https://doi.org/10.5585/dialogia.N21.5213

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