A educação popular nos inquéritos policiais militares pós-1964

Afonso Celso Scocuglia

Resumo


Este trabalho é parte de uma reconstrução das histórias e das memórias da ditadura e da educação política pós-1964. Nele, especificamente, estão envolvidos os dirigentes da Campanha de Educação Popular (CEPLAR) da Paraíba. Sua fonte principal foi o Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado pelo Exército que indiciou 52 pessoas e tramitou no Superior Tribunal Militar (STM)(1964-1969), incluindo, assim, a atuação dos delatores e dos responsáveis pelo processo judicial. Em termos metodológicos, este estudo entrelaçou a pesquisa bibliográfica e documental, além das fontes orais (e escritas) fornecidas pelos indiciados pelo IPM, utilizando a análise de discurso como ferramenta e procedimento. Quanto à fundamentação teórica, buscamos alicerces como a inseparabilidade passado/presente (LE GOFF, 1992; BLOCH, 1987), história do tempo presente (RÉMOND, 1996), vigilância e punição (FOUCAULT, 1979; 1986), hegemonia e papel dos intelectuais (GRAMSCI, 1982), ideologia e aparelhos do Estado (ALTHUSSER, 1980). Ademais, agregamos estudos sobre a justiça fardada (LEMOS, 2004), a tutela amistosa dos militares sobre os civis brasileiros (ZAVERUCHA, 1996), a montagem do Estado de classe (DREIFUSS, 1981), a ditadura escancarada (GASPARI, 2004) e o Estado militar (GERMANO, 1993).

Palavras-chave


Ditadura. Educação popular. História. Inquérito policial militar.

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DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.v9i1.485

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