Pensar, falar e escutar: a aula entre a filosofia e a educação

Paula Ramos de Oliveira, Denis Domeneghetti Badia, Ivan Fortunato

Resumo


Um professor usa sua voz e pronuncia-se para outros que dividirão com ele um espaço e um tempo dedicado a algum âmbito do saber. Nesse espaço-tempo, institucional, uns e outros entram em determinadas ordens do discurso e feixes de poder, entre os quais temos o que se pensa, o que se fala e o que se escuta nas mais variadas formas de aula. Pretendemos aqui refletir filosoficamente sobre a aula e suas potencialidades, em tempos de universidade administrada. Para tanto, procuraremos aprender algumas lições das aulas inaugurais do Collège de France, especialmente a de Michel Foucault e Roland Barthes, que trazem um olhar também inaugural dos seus trajetos de pesquisa intelectual. Como podemos “escutar” filosoficamente essas aulas? O que elas podem inaugurar em nós? Como podemos pensar a aula como um conjunto de acontecimentos que se situam entre a Filosofia e a Educação? Eis as questões que gostaríamos de pensar.

Palavras-chave


Collège de France. Ensino superior. Pensamento.

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DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.n41.6929

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