A interseccionalidade nas políticas de ações afirmativas como medida de democratização da educação superior

Daniela Auad, Ana Luisa Alves Cordeiro

Resumo


Ao focalizar os processos de democratização da Educação Superior, a interseccionalidade de categorias sociais – como raça, classe, gênero e orientação sexual – se mostra potente maneira de perceber necessidades estudantis e de formular intervenções nos fatores decisivos de trajetórias acadêmicas, sobretudo em se tratando de acesso, permanência e desempenho acadêmico. Ao considerar a interseccionalidade e ao abordar autoras, em um só tempo, atuais e clássicas, como Luiza Bairros, Audre Lorde, Mary Garcia Castro, Heleieth Saffioti e Kimberlé Crenshaw, o objetivo do presente artigo é, a partir de dados de pesquisa, analisar fatores que interferem na permanência de mulheres negras cotistas lésbicas e mulheres negras cotistas bissexuais, assim como refletir sobre o enfrentamento às violências que as afetam física, material e psicologicamente rumo ao acesso a bens materiais e simbólicos na Universidade e em outras esferas sociais. A metodologia qualitativa foi adotada, de modo a agregar dados quantitativos, pesquisa bibliográfica e documental. 


Palavras-chave


Educação Superior. Mulheres Negras. Políticas de Ação Afirmativa. Cotas. Lésbicas e Bissexuais.

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DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.n45.7959

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