Análise do impacto da gestão organizacional no perfil inovador das empresas de pequeno porte

Auristela Maria da Silva, André Marques Cavalcanti, Gabriel Hermino de Andrade Lima

Resumo


À medida que as micro e pequenas empresas (MPEs) buscam inovar para superar a crise econômica, os programas de fomento surgem como uma alternativa para este fim. Estes programas objetivam fortalecer as empresas através do aumento da competitividade, abordando inovações na gestão, no processo, no produto, no marketing. Motivados pelas discussões relativas ao perfil inovador das MPEs, esta pesquisa buscou identificar a existência de correlação entre o grau de desenvolvimento organizacional (GO) e o grau de inovação (GI). Analisamos os resultados dos diagnósticos de inovação e organizacional de 120 EPPs, mediante preenchimento de formulários em um processo de entrevista estruturada, baseadas no Radar da Inovação. A amostra é igualmente distribuída em três grupos de 40 empresas dos setores da indústria de alimentos, móveis e confecções do estado de Pernambuco. Os resultados mostraram uma tendência representada por algum grau de dependência entre GO e GI da amostra analisada. Fica evidente a existência de uma correlação não linear entre essas variáveis em decorrência dos diferentes graus de maturidade de cada empresa, mesmo entre àquelas que pertencem ao mesmo setor de atuação. Com relação ao perfil inovador, concluímos que 69,2% das empresas pesquisadas são categorizadas como inovadoras ocasionais.


Palavras-chave


Inovação; Gestão; Perfil Inovador; Micro e pequenas empresas.

Texto completo:

PDF

Referências


Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimento (APEX BRASIL). Programa de Qualificação para Exportação. Recuperado em 08 de maio de 2017. < http://www.apexbrasil.com.br/qualifique-sua-empresa-peiex>.

Akis, E. (2015). Innovation and Competitive Power. Procedia-Social and Behavioral Sciences, 195, 1311-1320.

Alsaaty, F. M. (2011). A model for building innovation capabilities in small entrepreneurial firms. Academy of Entrepreneurship Journal, 17(1).

Andreasi, T.; SBragia, R. 2002 Fatores determinantes do grau de novatividade das empresas:um estudo utilizando a técnica de análise discriminante. Working Papers n. 001/004, FEA-USP.

Andreasi, T. 2003. Innovation in small and médium-sized enterprises. International Journal of Entrepreneurship and Innovation Management, v. 3, n. 1/2.

Bachmann, D. 2008. Agentes locais de inovação. Uma medida do progresso nas MPEs do Paraná. Paraná: Sebrae.

Barbetta, P.A.; Reis, M.M.; Bornia, A.C. 2004. Estatística para cursos de engenharia e informática. 2.ed. São Paulo: Atlas, (410p).

Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Programa Brasil Mais Produtivo (n.d.). Recuperado em 08 de maio de 2017. .

Bunchaft, G.; Kellner, S.R. de O. 2002. Estatística sem mistérios. 4.ed. Petrópolis: Vozes. v.2 (303p/0.

Campos, L. B. P.; Campos, R. J. 2013. Análise multi-casos da gestão da inovação em empresas de pequeno porte. Pretexto, Belo Horizonte, v. 14, n. 1, p. 36-51.

Ceretta, G., Reis, D., & Rocha, A. (2016). Inovação e modelos de negócio: um estudo bibliométrico da produção científica na base Web of Science. Gestão e Produção, 23(2), p. 433-444.

Ferreira, D.F. 2009. Estatística básica. 2.ed. Lavras: UFLA. 664p.

Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. 2007. Desenvolvimento tecnológico e inovação nas micro e pequenas empresas: fatores de influência. São Paulo.

Fundação Nacional da Qualidade. 2016. Modelo de Excelência da Gestão (MEG). Recuperado em 02 de maio de 2017. https://www.fnq.org.br/guia_referencia_MEG_21_abril_16.pdf

Gamal, D., Salah, T., & Elrayyes, N. “How to measure organization Innovativeness.” Technology Innovation and Entrepreneurship Center (2011).

Kazmier, L.J. Estatística aplicada à administração e economia. 4.ed. Porto Alegre: Bookman, 2007 (392p).

Martín, L. A., & López, J. M. (2007). La Dirección Estratégica de la Empresa: teoria y aplicaciones. Pamplona: Editorial Aranzadi.

Mcdermott, C.M., & O’Conner, G.C. 2002. Managing radical innovation: an overview of emergent strategy issues (v. 19). Journal of Product Innovation Management (pp.424-438).

Reichert, F., Camboim, G., & Zawislak, P. (2015). Capacidades e Trajetórias de Inovação de Empresas Brasileiras. Ram-Revista de Administração Mackenzie, 16(5), p.161-194.

Sawhney, M., Wolcott, R. C., & Arroniz, I. 2006. The 12 different ways for companies to innovate (v. 47, n. 3). MIT Sloan Management Review (pp. 75-81).

Schumpeter, J.A. 1984. The theory of economic development: an inquiry into profits, capital, credit, interest, and the business cycle. New York: Oxford University Press.

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). Projeto agente local de inovação (ALI) em Pernambuco. 2015-2017. Recuperado em: 01 maios de 2017. < https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/pe/sebraeaz/agentes-locais-de-inovacao,ad4f1a5f5387e410VgnVCM1000003b74010aRCRD>.

Simantob, M.; Lippi, R. 2003. Guia Valor Econômico de Inovação nas Empresas, Editora Globo, São Paulo.

Stevenson, W.J. Estatística aplicada à administração. São Paulo: Harbra, 2001 (495p).

Tidd, J., Bessant, J., & Pavitt, K. (2008). Gestão da Inovação. (3.ed.). Porto Alegre: Bookman.

Titu, A., Raulea, A., & Titu, S. (2015). Innovation-a Challenge for the 21st. Century Managers. Economics and Finance, 27, p. 126-135.

Vargas, H. C., Estrada, S., & Gómez, E. L. (2016). The effects of ICTs as innovation facilitators for a greater business performance. Evidence from Mexico. Computer Science, 91, p. 47-56.

Zehir, C., Köle, M., & Yıldız, H. (2015). The Mediating Role of Innovation Capability on Market Orientation and Export Performance: an Implementation on SMEs in Turkey. Procedia-Social and Behavioral Sciences, 207, 700-708.




DOI: https://doi.org/10.5585/exactaep.v17n2.7512

Direitos autorais 2019 Exacta

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

Tempo médio entre a submissão e primeira resposta de avaliação: 120 dias

Exacta – Engenharia de Produção

ISSN da versão eletronica: 1983-9308
ISSN da versão impressa: 1678-5428
www.revistaexacta.org.br

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença 
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.