A hermenêutica gadameriana e a tradição como background para o engajamento no mundo

Maiquel Angelo Dezordi Wermuth

Resumo


O presente artigo analisa a filosofia hermenêutica proposta na obra de Hans-Georg Gadamer, particularmente no que se refere à interpretação e a forma como ela se dá, enquanto elemento inerente à condição humana. Gadamer parte dos preconceitos gerados pelo homem acerca do objeto a ser interpretado, e sua introdução em um círculo que vai do texto ao intérprete e regressa novamente ao texto para encontrar em cada movimento circular um elemento que enriquece a interpretação, até alcançar uma fusão de horizontes, na qual o intérprete assimila o conteúdo do texto, fazendo-o parte de si mesmo, mas sem fazer com que o texto perca sua própria autonomia. Nessa ótica, o homem interpreta o texto a partir de sua própria história, tempo, cultura, circunstância, a partir de seu horizonte, para trazer até ele o essencial do horizonte do texto. Esta estrutura pode ser verificada no âmbito jurídico, no qual o intérprete, que é o juiz por natureza, mas não exclusivamente, precisa se antepor a dois elementos essenciais a serem interpretados: a norma jurídica e os fatos jurídicos particulares, para poder, frente a eles, emitir uma sentença. Objetiva, aqui, demonstrar que a obra de Gadamer tem muito a aportar a esta maneira de interpretar em particular através do esquema do círculo hermenêutico.

Palavras-chave


Hermenêutica. Interpretação. Círculo hermenêutico. Interpretação jurídica

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DOI: https://doi.org/10.5585/prismaj.v14n1.5020

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