Novos Desafios para o Instrumental Antropológico de Identificação de Grupos Indí­Genas Emergentes

Edward Mantoanelli Luz

Resumo


Mudanças positivas no quadro indigenista brasileiro provocaram, a partir do fim da década de 1980, um crescente movimento nacional de comunidades que passaram a lutar pelo reconhecimento de sua alteridade indígena e de seus respectivos direitos. A comunidade antropológica viu-se surpreendida diante dessa avalanche de demandas e, em resposta, imediatamente se utilizou dos critérios teóricos propostos pelo antropólogo Fredrick Barth para o estabelecimento das fronteiras étnicas de grupos emergentes. Este ensaio é um alerta para o perigo de interpretações extremistas e utilizações exclusivistas do instrumental teórico barthiano como único critério identitário. Tomando por base as experiências resultantes de sua aplicação no caso cocama, do Alto Solimões, este trabalho pretende revelar a fragilidade do instrumental e a necessidade de acréscimos teóricos e práticos para uma análise equilibrada e imparcial de casos de grupos indígenas emergentes.

Palavras-chave


Etnogênese cocama. Fronteiras étnicas. Reformulação do instrumental antropológico.

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DOI: https://doi.org/10.5585/remark.v6i2.1197

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