Cinema de Ação em Dia de Eleição: Queima de Arquivo (1996), Arnold Schwarzenegger e outras Mí­Dias da Polí­Tica

Fabro Boaz Steibel

Resumo


Este artigo é um estudo exploratório sobre as fronteiras entre o pensamento da área de cinema e o da comunicação política, mais especificamente, sobre as convergências de dois produtos contemporâneos que dizem respeito à democracia na era da comunicação de massa: os filmes de ação e a influência destes na eleição de celebridades para cargos públicos. Arnold Schwarzenegger, por exemplo, candidatouse e venceu por duas vezes consecutivas a eleição para governador da Califórnia, cargo que ocupa atualmente (2003-2007, 2007-2011). O objetivo deste artigo não é discutir diretamente questões acerca da “espetacularização” da política nem analisar a eficácia de um ator no governo. A negativa é importante para apresentar a proposta desviante da metodologia e objetivo adotados, mas a finalidade deste estudo é encontrar fronteiras pelas quais o ator Arnold, ao fazer o filme Queima de arquivo, em 1996, pode ter influenciado na construção da imagem do candidato Arnold. Para tanto, toma-se como metodologia a análise da respeitada revista Cahiers du Cinema sobre o filme de John Ford, intitulado Young Mr. Lincoln, e contrastam-se os achados com o contexto no qual Arnold foi eleito. Espera-se, assim, identificar traços ainda pouco claros da comunicação política na era da comunicação de massa e formar argumentos que discutam a convergência do entretenimento e da política na contemporaneidade.

Palavras-chave


Cinema. Comunicação. Eleições. Entretenimento. Política.

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DOI: https://doi.org/10.5585/remark.v6i2.1198

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