Traumatismo cranioencefálicoe os acidentes de trânsito: levantamento epidemiológico entre os anos de 2008 E 2016

Lorena Laira Morais dos Santos, Leonardo Pestillo de Oliveira, João Ricardo Nickenig Vissoci

Resumo


No Brasil o traumatismo cranioencefálico (TCE) é considerado o principal motivo de morte prematura e as causas estão listadasno grupo de patologias decorrentes de causas externas, sendo os acidentes automobilísticos o principal fator.Este é um estudo ecológico delineado para avaliar o perfil epidemiológico do TCE no Brasil. Para isso foram utilizados os dados das cidades de Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Palmas (TO) e Teresina (PI), por serem municípios que fazem parte da implantação do projeto de intervenção Vida no Trânsito, um projeto voltado para a vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito. Os dados avaliados foram obtidos por meio do Sistema de Informação Hospitalar do SUS (Sistema Único de Saúde) e consideram o período de pré-intervenção (2008 a 2011) e pós-intervenção (2012 a 2016). Observou-se que o maior aumento no número de internações por TCE decorrentes de acidentes de trânsito foi em Teresina (102%),sendo que 13,67% desses casos foram vítimas que vieram a óbito.O sexo masculino representa o maior número de internações nos cinco municípios tanto no período de 2008 a 2011 (19.960 casos) quanto no período de 2012 a 2016 (30mil casos). A média do valor total gasto nos cinco municípios com serviços hospitalares em geralfoi deR$15.408.834 por ano. Apesar do desempenho do Projeto Vida no Trânsito se revelar significativamente positivo, o impacto socioeconômico associado ao TCEe sua alta prevalência e taxas de incidência estão em constante elevação.Além das deficiências físicas resultantes ao indivíduo e do custo exorbitante para a sociedade, trata-se de um grande problema de saúde pública.


Palavras-chave


Acidentes de transporte; Epidemiologia; Promoção da saúde; Trauma craniano; Vigilância em saúde pública.

Texto completo:

PDF

Referências


Andrade, S., & Mello-Jorge, M. (2016). Mortalidade e anos potenciais de vida perdidos por acidentes de trânsito no Brasil, 2013. Revista de Saúde Pública, 50(1),59.

Araújo, T., Oliveira, A., Souza, I., Júnior, F., Nery, I., & Monteiro, C. (2015). Acidentes de trânsito e sua relação com o consumo de álcool: revisão integrativa. Revista de Enfermagem UFPE, 9(5), 8437-43.

Babai, M., Ali, M., Syntetos, A., & Boylan, J. (2013). Forecasting and inventory performance in a two-stage supply chain with ARIMA demand: Theory and empirical analysis. International Journal of Production Economics, 143(2), 463-471.

Babu, C., & Reddy, B. (2015). Prediction of selected Indian stock using a partitioning– interpolation based ARIMA–GARCH model. Applied Computing And Informatics, 11(2), 130-143.

Becketti, S. (2013). Introduction to time series using. College Station: Stata Press.

Canoval, J., Bueno, M., Oliver, C., & Lucinéia, S. O Traumatismo cranioencefálico de pacientes vítimas de acidentes de motocicletas. (2010). Arquivos de Ciências da Saúde, 17(1), 9-14.

Crespo, A.A. (2002). Estatística Fácil (18a ed.). São Paulo: Saraiva.

Ediger, V., & Akar, S. (2007). ARIMA forecasting of primary energy demand by fuel in Turkey. Energy Policy, 35(3), 1701-1708.

Eloia, S., Eloia, S., Sales, E., Sousa, S., & Lopes, R. (2011). Análise epidemiológica das hospitalizações por trauma cranioencefálico em um hospital de ensino. SANARE Revista de Políticas Públicas, 10(2), 34-39.

Fava, V. (2000). Manual de econometria. São Paulo: Editora Atlas.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2010). Pesquisa nacional amostra de domicílios. Um panorama da saúde no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE.

Malta, D., Mascarenhas, M., Bernal, R., Silva, M., Pereira, C., Minayo, M., & Morais, O. (2016). Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS): capítulos de uma caminhada ainda em construção. Ciência e Saúde Coletiva, 21(6), 1683-1694.

Marconi, M., & Lakatos, E. (2003). Fundamentos de metodologia científica (5a ed.). São Paulo: Atlas.

Marín, L., & Queiroz, M. (2000). A atualidade dos acidentes de trânsito na era da velocidade: uma visão geral. Caderno de Saúde Pública, 16(1), 7-21.

Medronho R. (2009). Epidemiologia. São Paulo: Atheneu.

Melo, J., Silva R., & Moreira, E. (2005). Fatores preditivos do prognóstico em vítimas de trauma cranioencefálico. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 63(4), 670-675.

Menon, D., Schwab, K., Wright, D., & Maas, A.(2010). Position statement: definition of traumatic brain injury. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, 91(11),1637-40.

Morais, O., Silva, M., Lima, C., Malta, D., & Junior, J. (2013). Projeto Vida no Trânsito: avaliação das ações em cinco capitais brasileiras, 2011-2012. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 22(3), 373-382.

Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. (2015). Diretrizes de atenção à reabilitação da pessoa com traumatismo cranioencefálico / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília: Ministério da Saúde.

Montgomery, D., Jennings, C., & Kulahci, M. (2008). Introduction to Time Series Analysis and Forecasting. New York: John Wiley & Sons Inc.

Morettin, P., & Toloi, C. (2006). Análise de Séries Temporais (2a ed.). São Paulo: Blucher.

Porta, M. (2014). A dictionary of epidemiology (6a ed.). New York: Oxford University Press.

Rates, S., Melo, E., Mascarenhas, M., & Malta, D. Violência infantil: uma análise das notificações compulsórias, Brasil 2011. (2014). Ciência e Saúde Coletiva, 20(3), 655-665.

Santos, F., Casagranda, L., Lange, C., Farias, J., Pereira, P., Jardim, V., & Torres, A. (2013). Traumatismo Cranioencefálico: Causas e Perfil das Vítimas Atendidas no Pronto Socorro de Pelotas/Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Mineira de Enfermagem, 17(4), 882-887.

Serna, E., & Sousa, R. (2006). Mudanças nos papéis sociais: uma consequência do trauma cranioencefálico para o cuidador familiar. Revista Latino-Americana Enfermagem, 14(2), 183-189.

Silva, E. (2011). Análise do crescimento da motorização no Brasil e seus impactos na mobilidade urbana. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de janeiro, RJ, Brasil.

Soares, J., Farias, A., & Cesar, C. (1991). Introdução à Estatística. Rio de Janeiro: LTC.

Viégas, M., Pereira, E., Targino, A., Furtado, V., & Rodrigues, D. (2013). Traumatismo cranioencefálico em um hospital de referência no estado do Pará, Brasil: prevalência das vítimas quanto a gênero, faixa etária, mecanismos de trauma, e óbito. Arquivos Brasileiros de Neurocirurgia, 32(1), 15-18.

Wiener, N. (1966). Extrapolation, interpolation and smoothing of stationary time series. Cambridge: MIT Press.

World Health Organization. (2015). Global status report on road safety 2015. Geneva: World Health Organization.




DOI: https://doi.org/10.5585/rgss.v9i1.13193

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 Revista de Gestão em Sistemas de Saúde – RGSS

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Sem derivações 4.0 Internacional.

 

Revista de Gestão em Sistemas de Saúde (RGSS)
e-ISSN: 2316-3712
www.revistargss.org.br

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença 
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.