Relação entre intensidade da corrida, percepção de esforço e estados de humor em corredores recreacionais

João Henrique Gomes, Renata Rebello Mendes, Roberta Luksevicius Rica, Rafael M. Pitta, Rafael Ambrósio Battazza, Gerson Leite, Alex Souto Maior, Danilo Sales Bocalini

Resumo


Introdução: a avaliação da percepção de esforço (PSE) e estados de humor (EH) em diferentes intensidades de esforço, pode auxiliar o planejamento do programa de treinamento minimizando o risco de overtraining e lesões osteomioarticulares.

Objetivo: comparar as respostas de PSE e estados de humor em individuos submetidos a duas intensidades distintas de corrida de 5km.

Métodos: corredores de rua recreacionais (n: 14) do Clube de Corrida da Universidade Federal de Sergipe (UFS) foram submetidos a um teste de 5Km. Posteriormente a realização do teste todos os individuos foram submetidos a dois testes de 5km randomizados  com diferentes intensidades  sendo a 95% e 85% da velocidade do teste de 5km.  Foram avaliados o tempo total, a veocidade media, a percepçaõ de esforço, a carga interna e os parámetros vigor e fadiga.

Resultados: O protocolo de corrida C5K85 apresentou redução significativa (p< 0,001) das variáveis velocidade média de corrida, PSE e CIT quando comparado ao protocolo C5K95. A variável fadiga apresentou aumento significativo (p< 0,001) pós-esforço no protocolo C5K95, sem mudanças significativas no protocolo C5K85 (p>0,05).

Conclusão: a percepção subjetiva de esforço, a carga interna de treino e a subescala fadiga do questionário BRUMS podem ser utilizados como ferramentas para controle e monitoramento da intensidade de treinamento em corredores de 5km. 


Palavras-chave


Corrida; Afeto; Desempenho físico funcional; Exercício Físico; Teste de Esforço.

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DOI: https://doi.org/10.5585/conssaude.v18n3.11179

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