Correlação entre força muscular respiratória, capacidade funcional e qualidade de vida na insuficiência cardíaca congestiva

Ewerton Sérgio da Silva, Aldair Darlan Santos-de-Araújo, Tatiane dos Santos Silva, Jéssyca Lane Fausto Lira, Ana Carolina do Nascimento Calles, Daniela Bassi

Resumo


Introdução: Insuficiência cardíaca congestiva (ICC) é considerada uma síndrome sistêmica caracterizada por fadiga e dispneia. Objetivo: Correlacionar a qualidade de vida, capacidade funcional e força muscular respiratória de pacientes com ICC. Métodos: Pacientes com ICC, internos em hospital referência, foram avaliados. Foram avaliadas a classificação funcional pela New York Heart Association (NYHA), qualidade de vida pelo o questionário Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire (MLHFQ), e pressão inspiratória máxima (PImáx) e pressão expiratória máxima (PEmáx) pela manuvacuometria. Resultados: Quarenta e três pacientes foram incluídos, sendo 26 (60,5%) homens, com média de idade de 73,16 (±10,28) anos. A maioria dos pacientes (44,2%) estavam na classe NYHA 3. Correlação negativa foi encontrada para PImáx e PEmáx com NYHA (rs= -0,478, rs = -0,490, respectivamente), e MLHFQ com a PImáx (rs= -0,393). Conclusão: Conclui-se que a redução da força muscular respiratória leva a diminuição na qualidade de vida e piora na capacidade funcional.


Palavras-chave


Insuficiência cardíaca; Qualidade de vida; Músculos respiratórios, Capacidade funcional.

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DOI: https://doi.org/10.5585/conssaude.v18n2.11401

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