Perspectivas para o futuro do teletrabalho pós-pandemia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5585/2025.27821

Palavras-chave:

teletrabalho, pandemia, COVID-19, híbrido, trabalho remoto

Resumo

O presente artigo visa discorrer sobre o teletrabalho, definido na pesquisa como a prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e comunicação, que não constituam trabalho externo. Objetiva analisar as perspectivas para o futuro do teletrabalho no cenário pós-pandemia, avaliando se a forma de trabalho se dará predominantemente de forma remota ou presencial e os impactos dessas mudanças para o trabalhador. Embora, no Brasil, a prática do teletrabalho seja anterior a 2020, com a pandemia de Covid-19, a intensificação da referida modalidade ocorreu em função do estado de calamidade pública que assolou o país e o mundo. Após a pandemia, foram observados novos movimentos, tanto no intuito de promover o retorno das atividades presenciais, quanto no de incentivar a adoção do trabalho híbrido, demonstrando a possibilidade de uma nova tendência pós-pandemia. A metodologia utilizada é a de abordagem indutiva e a pesquisa dogmático-jurídica de natureza bibliográfica, por meio da consulta de obras, artigos, trabalhos acadêmicos e legislação pertinentes à abordagem.

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Biografia do Autor

Iris Soier do Nascimento de Andrade, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

Doutoranda em Direito, na Pontifícia Universidade Católica (PUC- Minas), com bolsa de pesquisa da CAPES, pesquisando tema relacionado à linha de pesquisa 3 - Trabalho, Democracia e Efetividade. Além disso, o tema pesquisado se vincula ao Projeto de Pesquisa Direito do Trabalho e direito ao trabalho: materialidade, instrumentalidade e efetividade, desenvolvido no âmbito do PPGD da Puc Minas. Integrante do Grupo de Pesquisa "Capitalismo e Proteção Social na Perspectiva dos Direitos Humanos e Fundamentais do Trabalho e da Seguridade Social". Mestre em Direito na Linha de Pesquisa Trabalho, Democracia e Efetividade na Pontifícia Universidade Católica (PUC- Minas), com bolsa de pesquisa da CAPES. Pós-graduada em advocacia cível pela Escola Superior de Advocacia (ESA). Pós-Graduada em direito material e processual do trabalho pela Faculdade de Direito Milton Campos. Graduada em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos. Advogada.

Amanda Martins Rosa Andrade, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

Doutora em Direito pelo Programa de Pós-graduação em Direito da PUC Minas, com Bolsa CAPES. Integrante do Grupo de Pesquisa "Capitalismo e Proteção Social na Perspectiva dos Direitos Humanos e Fundamentais do Trabalho e da Seguridade Social”, coordenado pelo professor Cléber Lúcio de Almeida, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Mestranda em direito na Faculdade Milton Campos.

Regiane Pereira Silva da Cunha, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais PUC-MG), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

Doutoranda em Direito Privado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – linha de pesquisa Trabalho, Democracia e Efetividade. Mestra em Direito Privado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Especialista em Direito Processual pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Graduada em Direito pela PUC-MINAS.  Assessora Jurídica no Ministério Público do Trabalho. Endereço eletrônico: regianesilvaadv@gmail.com. Integrante do Grupo de Pesquisa "Capitalismo e Proteção Social na Perspectiva dos Direitos Humanos e Fundamentais do Trabalho e da Seguridade Social”, coordenado pelo professor Cléber Lúcio de Almeida, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

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Publicado

26.11.2025

Como Citar

ANDRADE, Iris Soier do Nascimento de; ANDRADE, Amanda Martins Rosa; CUNHA, Regiane Pereira Silva da. Perspectivas para o futuro do teletrabalho pós-pandemia. Prisma Juridico, [S. l.], v. 24, p. e27821, 2025. DOI: 10.5585/2025.27821. Disponível em: https://periodicos.uninove.br/prisma/article/view/27821. Acesso em: 15 jan. 2026.

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