Melhor Idade? Os Usos do Tempo Livre e a Autopercepção da Pessoa Idosa

Ana Flávia Braun Vieira, Miguel Archanjo de Freitas Junior

Resumo


O presente artigo tem como objetivo analisar a relação entre a autopercepção da pessoa idosa e os usos do tempo livre, a partir da perspectiva teórica de Elias e Dunning. Para tanto, a história oral temática foi adotada como metodologia para a produção de fontes, realizada com 06 idosos moradores do Condomínio Residencial Lagoa Dourada, localizado no município de Ponta Grossa – PR. Como técnica para a análise de dados, foi utilizada a análise de conteúdo, que permitiu identificar os núcleos de sentido emergidos nas entrevistas orais. Ao estabelecer relações entre as categorias emergentes e as atividades de tempo livre por eles desenvolvidas foi possível compreender que os idosos que possuem uma avaliação positiva de seu processo de envelhecimento empregam cerca de 50% do tempo em rotinas de tempo livre, com destaque para os cuidados domésticos e os momentos de descanso, dedicando o tempo livre restante às atividades intermediárias de tempo que envolvem formação, autossatisfação e autodesenvolvimento e atividades de lazer. A análise permitiu considerar que a percepção de que estariam experienciando a melhor idade de suas vidas está relacionada às atividades desenvolvidas no tempo livre, que contribuem para a atualização de seus saberes, resultando em movimentos de resistência à estigmatização da pessoa idosa.

 


Palavras-chave


Tempo livre; Lazer; Autopercepção; Pessoa idosa; Terceira Idade

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DOI: https://doi.org/10.5585/podium.v7i2.257

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