DETERMINANTES DE ESTRUTURA DE CAPITAL DE EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO DO SETOR ELÉTRICO NO BRASIL: UMA ABORDAGEM BASEADA NA TRADE-OFF THEORY E NA PECKING ORDER THEORY

MARCELO FODRA

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar os determinantes de estrutura de capital das empresas de capital aberto do setor elétrico brasileiro, listadas na Bolsa de Valores de São Paulo, em relação ao endividamento de curto prazo, longo prazo e geral. Foi coletada uma amostra composta por dados contábeis anuais de 80 empresas privadas e estatais, atuantes no setor elétrico brasileiro entre 2009 e 2019, empregando-se o método de regressões lineares múltiplas, com dados em painel, usando efeitos fixos e efeitos aleatórios. Os resultados apontaram que os determinantes de estrutura de capital lucratividade, oportunidade de crescimento e liquidez tiveram comportamento melhor alinhados à POT, ao passo que o risco se apresentou melhor explicado pela TOT e pela POT.


Palavras-chave


Fontes de Financiamento; Endividamento; Setor Elétrico Brasileiro; Estrutura de Capital; Privatização.

Texto completo:

PDF

Referências


Agência Nacional de Energia Elétrica. (2020). A ANEEL. Recuperado em 13 março de 2021, de https://www.aneel.gov.br/a-aneel.

Albanez, T., & Valle, M. R. (2009). Impactos da assimetria de informação na estrutura de capital de empresas brasileiras abertas. Revista de Contabilidade & Finanças, 20(51), 6-27.

Assaf, A., Neto. (2012). Finanças corporativas e valor (6 ed.). São Paulo: Atlas.

Aydin, M. (2019). The effect of biomass energy consumption on economic growth in BRICS countries: a country-specific panel data. Renewable Energy, 138, 620-627.

Bagais, O., Aljaaidi, K., & Alothman, A. (2021). An empirical investigations of the associations of short and long term debt policies and economic values of energy sector. International Journal of Energy Economics and Policy, 11(1), 249-254.

Baltagi, B. H. (1998). Econometrics. New York: Springer.

Bastos, D. D., Nakamura, W. T., & Basso, L. C. (2009). Determinantes da estrutura de capital das companhias abertas na América Latina: um estudo empírico considerando fatores macroeconômicos e institucionais. Revista de Administração Mackenzie, 10(6), 47-77.

Bastos, D. D., & Nakamura, W. T. (2009). Determinantes da estrutura de capital das companhias abertas no Brasil, México e Chile no período 2001-2006. Revista de Contabilidade e Finanças, 20(50), 75-94.

Belke, A., Dreger, C., & Haan, F. (2010). Energy consumption and economic growth: new insights into the cointegration relationship. Ruhr Economic Papers. Retrieved May, 04, 2021, from http://hdl.handle.net/10419/37017.

Bhama, V., Jain, P. K., & Yadav, S. S. (2019). Pecking order test at varying debt levels: a comparative study of Indian and Chinese firms. Journal of Emerging Markets Finance, 18(2), 237-261.

Booth, L., Aivazian. V., Demirguc-Kunt, A., & Maksimovic, V. (2001). Capital structures in developing countries. The Journal of Finance, 41(1), 87-130.

Bortolotti, B., Fantini, M., & Siniscalco, D. (2003). Privatisation around the world: evidence from panel data. Journal of Public Economics, 88, 305-332.

Bradley, M., Jarrel, G. A., & Kim, E. H. (1984). On the existence of an optimal capital structure: theory and evidence. American Finance Association, 39(3), 857-878.

Brealey, R. A., Myers, S. C., & Allen, F. (2013). Princípios de finanças corporativas. Porto Alegre: AMGH Editora.

Brito, G. A., Corrar, L.J., & Batistella, F. D. (2007). Fatores determinantes da estrutura de capital das maiores empresas que atuam no Brasil. Revista de Contabilidade e Finanças, 43, 9-19.

Cameron, A. A., & Trivedi, P. K. (2010). Microeconometrics using Stata. New York: The Stata Press, 2010.

Cervo, A. L., & Bervian, P. A. (2002). Metodologia científica (5 ed.). São Paulo: Pearson Prentice Hall.

Cevheroglu-Acar, M. G. (2018). Determinants of capital structure: evidence from Turkey. Journal of Management and Sustainability, 8(1), 31-45.

Correa, C. A., Basso, L. F., & Nakamura, W. T. (2013). A estrutura de capital das maiores empresas brasileiras: análise empírica das teorias de Pecking Order e Trade-Off, usando panel data. Revista de Administração Mackenzie, 14(4), 106-133.

DeAngelo, H., & Masulis, R. W. (1980). Optimal capital structure under corporate and personal taxation. Journal of Financial Economics, 8, 3-39.

Doege, R., & Matos, R. A. (2011). Estrutura de capital: investigação de um padrão de comportamento nas distribuidoras de energia elétrica. Anais do XVIII Congresso Brasileiro de Custos, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Empresa de Pesquisa Energética. (2020). Matriz energética e elétrica. Recuperado em 12 março, 2021, de http://epe.gov.br/pt/abcdenergia/matriz-energetica-e-eletrica.

Empresa de Pesquisa Energética. (2019). Quem somos. Recuperado em 15 de março, 2021, de http://www.epe.gov.br/pt/a-epe/quem-somos.

Espinosa, M. C., Maquieira, C. V., Vieito, J. P., & González, M. A. (2012). Capital structures in developing countries: the Latin American case. Investigación Económica, 61(282), 35-54.

Ferri, M., & Jones, W. (1979). Determinants of financial structure: a new methodological approach. Journal of Finance, 34, 631-644.

Ferreira, R. M., Bertucci, L. A., & Pereira, A. D., Filho. (2010). Relação entre estrutura de capitais e estrutura de ativos nos setores brasileiros de energia elétrica e telecomunicações. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, 12(34), 7-24.

Fotourehchi, Z. (2017). Renewable energy consumption and economic growth: a case study for developing countries. International Journal of Energy Economics and Policy, 7(2), 62-64.

Frank, M. Z., & Goyal, V. K. (2009). Capital structure decisions: which variables are realibly important? Financial Management, 38(1), 1-37.

Ganim, A. (2008). O setor elétrico brasileiro: aspectos regulamentares, tributários e contábeis. Brasília: Synergia.

Gaud, P., Jani, E., Hoesli, M., & Bender, A. (2005). The capital structure of Swiss companies: na empirical analysis using panel data. European Financial Management, 11(1), 51-69.

Goldemberg, J., & Lucon, O. (2008). Energia, meio ambiente e desenvolvimento. São Paulo: EDUSP.

Greene, W. H. (2008). Econometric analysis. New Jersey: Pearson Prentice Hall.

Hair, J. F., Black, W. C., Babin, B. J., Anderson, R. E., & Tatham R. L. (2009). Análise multivariada de dados. Porto Alegre: Bookman.

Haron, R. (2018). Firm level, ownership concentration and industry level determinants of capital structure in na emerging market: Indonesia evidence. Asian Academy of Management Journal of Accounting and Finance, 14(1), 127-151.

Harris, M., & Raviv, A. (1991). The theory of capital structure. The Journal of Finance, 46(1), 297-355.

Hovakimian, A., Opler, T., & Titman, S. (2001). The debit-equity choice. Journal of Financial and Quantitative Analysis, 36(1), 1-24.

Huang, S. G., & Song, F. M. (2006). The determinants of capital structure: evidence from China. China Economic Review, 17, 14-36.

Jarallah, S., Saleh, A. S., & Salim, R. (2019). Examining pecking order versos trade-off theories of capital structure: new evidences from Japanese firms. International Journal of Finance and Economics, 24, 204-211.

Jensen, M. (1986). Agency costs of free cash flow, corporate finance and takeovers. The American Economic Review, 6(2), 326-329.

Jensen, M., & Meckling, W. (1976). Theory of the firm: managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, 3(4), 305-360.

Kadek, E. M., Bagus, A. P. (2019). Capital structure variables of pecking order theory perspective in Indonesia stock exchange. Russian Journal of Agricultural and Socio-Economic Sciences, 11(95), 111-121.

Kennedy, P. (2009). Manual de econometria. Rio de Janeiro: Campus.

Kuroda, A., Moralles, H. F., & Albuquerque, A. A. (2019). The effects of financial leverage and debt maturity on the investments of Brazilian electric sector companies. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, 21(3), 563-581.

Leland, H. E., & Pyle, D. H. (1977). Informational asymmetries, financial structure and financial intermediation. The Journal of Finance, 32(2), 371-387.

Lima, M. R., & Brito, R. D. (2010). O que determina a estrutura de capital no Brasil? Anais do X Encontro Brasileiro de Finanças, São Paulo, SP, Brasil.

Martinez, L. B., Scherger, V. & Guercio, M. B. (2019). SMEs capital structure: trade-off or pecking order theory: a systematic review. Journal of Small Business and Enterprise Development, 26(1), 105-132.

Md-Yusuf, M., Yunus, F. M., & Supaat, N. Z. (2013). Determinants of capital structure in Malaysia electrical and electronic sector. International Journal of Social, Behavioral, Educacional, Economic, Business and Industrial Engeneering, 7(6), 1514-1519.

Megginson, W. L., & Netter, J. M. (2001). From state to market: a sourvey of empirical studies on privatization. Journal of Economic Literature, 39(2), 321-389.

Miller, M. H. (1977). Debt and taxes. The Journal of Finance, 32(2), 261-275.

Modigliani, F., & Miller, M. (1958). The costs of capital, corporation finance, and the theory of investment. The American Economic Review, 48(3), 261-297.

Modigliani, F., & Miller, M. (1963). Corporate income taxes and the cost of capital: a correction. The American Economic Review, 53(3), 433-443.

Montoya, M. A., Pasqual, C. A., Lopes, R. L., & Guilhoto, J. J. (2013). As relações intersetoriais do setor energético no crescimento da economia brasileira: uma abordagem insumo-produto. Recuperado em 06 maio, 2021, de http://www.usp.br/nereus/wp-content/uploads/TD_Nereus_12_2013b.pdf.

Mudany, J. O., Letting, N. K., & Gituro, W. (2020). Intervening effects of capital structure on strategy implementation and performance of energy sector institutions in Kenya. Journal of Finance and Accounting, 4(3), 73-95.

Myers, S. C. (1984). The capital structure puzzle. The Journal of Finance, 39(3), 575-592.

Myers, S. C. (2001). Capital structure. The Journal of Economic Perspectives, 15(2), 81-102.

Myers, S. C., & Majluf, N. S. (1984). Corporate financing and investment decisions when firms have information that investors do not have. National Bureau of Economic Research, [Working Paper Series n. 1.396]. Retrieved December 11, 2020, from https://www.nber.org/system/files/working_papers/w1396/w1396.pdf.

Niu, S., Jia, Y., Wang, W., He, R., Hu, L., & Liu, Y. (2013). Electric consumption and human development level: a comparative analysis based on panel data for 50 countries. Electric Power and Energy Systems, 53, 338-347.

Ouedraogo, N. S. (2013). Energy consumption and human development: evidence from a panel cointegration and error correction model. Energy, 63(15), 28-41.

Ozkan, A. (2001). Determinants of capital structure and adjustment to long run target: evidence from UK company panel data. Journal of Business, Finance and Accounting, 1(2), 175-198.

PinPerobelli, F. F., & Famá, R. (2002). Determinantes da estrutura de capital: aplicação a empresas de capital aberto brasileiras. Revista de Administração, 37(3), 33-46.

Perobelli, F. F., & Famá, R. (2003). Fatores determinantes da estrutura de capital para empresas latino-americanas. Revista de Administração Contemporânea. 7(1), 9-35.

Pindyck, R. S., & Rubinfeld, D. L. (2004). Econometria: modelos e previsões. Rio de Janeiro: Elsevier.

Rajan, R. G., & Zingales, R. (1995). What do we know about capital structure? Some evidence from international data. Journal of Finance, 50, 1421-1460.

Rodrigues, S. V., Moura, H. J., Santos, D. F., & Sobreiro, V. A. (2017). Capital structure management differences in Latin American and US firms after 2008 crisis. Journal of Economics, Finance and Administrative Science, 22(42), 51-74.

Ross, S. (1977). The determination of financial structure: the incentive signalling approach. Bell Journal of Economics, 8, 23-40.

Sant’Ana, C. F., & Silva, T. P. (2015). Fatores determinantes da estrutura de capital de empresas brasileiras de tecnologia. Journal of Information Systems and Technology Management, 12(3), 687-708.

Santos, A., Chan, B. L., & Silva. F. L. (2007). Análise dos impactos da privatização na distribuição de riqueza a partir da demonstração do valor adicionado. Revista Universo Contábil, 3(1), 6-21.

Serva, M. (2003). Análise de empresas privatizadas: o desafio da multidimensionalidade. Civitas, 3(2), 349-373.

Shah, A., & Hizaji, T. (2004). The determinants of capital structure of stock exchange-listed non-financial firms in Pakistan. The Pakistan Development Review, 43(4), 605-618.

Shyam-Sunder, L., & Myers, S. C. (1999). Testing static tradeoff against Pecking order models of capital structures. Journal of Financial Economics, 51, 219-244.

Spiegel, Y., & Spulber, D. F. (1994). The capital structure of a regulated firm. RAND Journal of Economics, 25(3), 424-440.

Tiryaki, G. F. (2017). Análise de dados em painel. In: Malbouisson, C., & Tiryaki, G. F. Econometria na prática. Rio de Janeiro: Alta Books.

Titman, S. (1984). The effect of capital structure on a firm´s liquidation decisions. Journal of Financial Economics. 13(1), 137-151.

Titman, S., & Wessels, R. (1988). The determinants of capital structure choice. The Journal of Finance. 18(1), 1-19.

Tsaurai, K., & Ngcobo, L. (2020). Renewable energy consumption, education and economic growth in Brazil, Russia, India, China, South Africa. International Journal of Energy Economics and Policy, 10(2), 26-34.

Villalonga, B. (2000). Privatization and efficiency: differentiating ownership effects from political, organizational, and dynamic effects. Journal of Economic Behavior and Organization, 42, 43-74.

Vo, X. (2017). V. Determinants of capital structure in emerging markets: evidence from Vietnam. Research in International Business and Finance, 40, 105-113.

Wooldridge, J. M. (2016). Introdução à econometria: uma abordagem moderna. São Paulo: Cengage Learning.

Zilber, M. A., Lex, S., & Ades, C. (2005). As privatizações e o novo modelo do setor elétrico brasileiro: o impacto sobre o atendimento das necessidades do consumidor. Gestão & Regionalidade, 21(61), 51-63.




DOI: https://doi.org/10.5585/exactaep.2022.20823

Direitos autorais 2022 Exacta

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

Tempo médio entre a submissão e primeira resposta de avaliação: 120 dias

Exacta – Engenharia de Produção

e-ISSN: 1983-9308
ISSN: 1678-5428
www.revistaexacta.org.br

Exacta  ©2022 Todos os direitos reservados.

Este obra está licenciada com uma Licença 
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional