Modelo de fluxo de rede para seleção de fornecedores em resposta aos desastres: um exercício na região serrana do estado de Santa Catarina – Brasil

Fabiana Santos Lima, Daniel de Oliveira, Andréa Cristina Trierweiller, Yuri Vefago

Resumo


Desastres afetam a normalidade da região atingida, causam danos e perdas em todo o sistema econômico social da região. Operações de logística humanitária buscam atender o mais rápido possível a demanda requerida, tendo como principal objetivo salvar o maior número de pessoas.  Apresenta-se um modelo matemático e computacional para apoiar as operações humanitárias em eventos de desastres, com destaque para a função de aquisição de suprimentos. Fornecedores foram selecionados com a possibilidade de entregar os itens de assistência humanitária em curto prazo, utilizando um modelo de fluxo em redes adaptado, utilizou-se técnicas de simulação e otimização. Aplicou-se o modelo proposto no cenário de um evento adverso ocorrido no estado de Santa Catarina. Como resultado do problema de fluxo em redes, verificou-se que a condição do produto estar o mais rápido possível no local de demanda foi satisfeita e foi utilizada a capacidade dos fornecedores nas datas mais próximas aos eventos.


Palavras-chave


Logística humanitária; Fluxo em redes; Lead time; Desastres.

Texto completo:

PDF

Referências


Balcik, B., Beamon, B. M., Krejci, C, Muramatsu, K. M., & Ramirez, M. (2010). Coordination in humanitarian relief chains: Practices, challenges and opportunities. International Journal Production Economics. Science Direct, 12(6), 22-34. https://doi.org/10.1016/j.ijpe.2009.09.008

Balcik, B., & Beamon, B. M. (2008). Facility location in humanitarian relief. International Journal of Logistics: Research and Applications, 11(2), 101-121. https://doi.org/10.1080/13675560701561789

Blecken, A. (2010). Supply chain process modelling for humanitarian organizations. Journal of Physical Distribution & Logistics Management, 40(8/9), 675-692. https://doi.org/10.1108/09600031011079328

Cauchick M. P. (2010). Metodologia de Pesquisa em Engenharia de Produção e Gestão de Operações. Elsevier, Rio de Janeiro. ISBN (versão digital): 978-85-352-9135-3.

Cobrade (2020). Classificação e codificação brasileira de desastres. Disponível em: https://www.bombeiros.go.gov.br/wp-content/uploads/2012/06/1.-Codifica%C3%A7%C3%A3o-e-Classifica%C3%A7%C3%A3o-Brasileira-de-Desastres-COBRADE2.pdf

Coughlan, P., & Coghlan, D. (2002) Action research for operations management. International Journal of Operations & Production Management, 22(2), 220-240. https://doi.org/10.1108/01443570210417515

Defesa Civil. (2015). Defesa Civil - Santa Catarina. Disponível em https://www.defesacivil.sc.gov.br/

Ertem, M. A., & Buyurga, N. N. (2011) An auction-based framework for resource allocation indisaster relief. Journal of Humanitarian Logistics and Supply Chain Management, 1(2), 170-188. https://doi.org/10.1108/20426741111158412

Falasca, M., & Zobel, C. (2011). A two-stage procurement model for humanitarian relief supply chains, Journal of Humanitarian Logistics and Supply Chain Management, 1(2), 151–169 https://doi.org/10.1108/20426741111188329

IBGE. (2010). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/. Acesso em 23 mar 2015.

Kennington, J. L., & Helgason, R.V. (1980). Algorithm for Network Programming. New York:, John Willey & Sons. https://doi.org/10.1002/net.3230120107

Lima, F. S., Oliveira, D., & Gonçalves, M. B. (2014). Formação de clusters para o gerenciamento da cadeia de suprimentos em operações humanitárias. Exacta – EP, 12(1), 55-68. https://doi.org/10.5585/exactaep.v12n1.4696

Lima, F. S., Eyerkaufer, M. L., Gonçalves, M. B. (2017). Capítulo 5 - Gestão de Desastres. In: Adriana Leiras;Hugo Tsugunobu Yoshida Yoshizaki; Márcia Marcondes Altimari Samed;Mirian Buss Gonçalves. (Org.). Logistica Humanitária. 1ed.Rio de Janeiro: Elsevier, 57-77. ISBN 978-85-352-8795-0

López-Vargas, J. C., Cárdenas-Aguirre, D. M. (2018). Factores de influencia en la coordinación logística para la preparación y atención de desastres – Una revisión de literatura. Revista EIA, 15(30), 41-56. https://doi.org/10.24050/reia.v15i30.1146

Marco de Sendai. (2015). Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015- 2030. Disponível em: https://www.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/Sendai_Framework_for_Disaster_Risk_Reduction_2015-2030-Portugus.pdf

Ministério da Integração Nacional. (2014). Anuário brasileiro de desastres naturais. Ministério da Integração Nacional. Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres. – Brasília: CENAD. Disponível em: https://www.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosDefesaCivil/ArquivosPDF/publicacoes/Anurio-Brasileiro-de-Desastres-Naturais-2013.pdf

Olsen, G., Carstensen, N. & Hoyen, K. (2003). Humanitarian crisis: What determines the level of emergency assistance. Media coverage, donor interest and the AID business. Disasters, 27(2), 109-26. https://doi.org/10.1111/1467-7717.00223

ONU. (2009). Organização das Nações Unidas. Disponível em: https://nacoesunidas.org/

Rodriguez, J., Vitoriano, B., Montero, J. (2012). A general methodology for data-based rule building and its application to natural disaster management. Computers & Operations Research. https://doi.org/10.1016/j.cor.2009.11.014

Samed, M. M. A., Gonçalves, M. B. (2017). Capítulo 3 – Introdução à Logística Humanitária In: Adriana Leiras;Hugo Tsugunobu Yoshida Yoshizaki; Márcia Marcondes Altimari Samed;Mirian Buss Gonçalves. (Org.). Logistica Humanitária. 1ed.Rio de Janeiro: Elsevier, 27-37. ISBN 978-85-352-8795-0

Schultz, S. F. (2008). Disaster Relief Logistics: Benefits of and Impediments to Horizontal Cooperation between Humanitarian Organizations. Doctoral thesis, Technischen Universität Berlin, Germany. http://dx.doi.org/10.14279/depositonce-2086

Schulz, S. F., & Heigh, I. (2009). Logistics performance management in action within a humanitarian organization, Management Research News, 32(11). https://doi.org/10.1108/01409170910998273

Tatham, P. & Pettit, S. (2010). Transforming humanitarian logistics: the journey to supply network management. International Journal of Physical Distribution & Logistics Management, 40(8/9), 609-622. https://doi.org/10.1108/09600031011079283

Taupiac, C. (2001). Humanitarian and development procurement: a vast and growing market, International Trade Forum, 4, 7-10. https://www.tradeforum.org/Humanitarian-and-Development-Procurement---A-Vast-and-Growing-Market/

Thomas, A. (2004). Elevating Humanitarian Logistics. International Aid & Trade Review, 102-106

Trestrail, J., Paul, J., & Maloni, M. (2009), Improving bid pricing for humanitarian logistics, International Journal of Physical Distribution & Logistics Management, 39(5), 428-41. https://doi.org/10.1108/09600030910973751

Trunick, P. (2005). Special report: delivering relief to tsunami victims. Logistics Today, 46(2), 1-3.

Van Wassenhove, L. V. (2006). Humanitarian Aid Logistics: Supply Chain Managent in High Gear, Journal of the Operational Research Society, 57(5), 475-489. https://doi.org/10.1057/palgrave.jors.2602125




DOI: https://doi.org/10.5585/exactaep.2021.17236

Direitos autorais 2021 Exacta

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

Tempo médio entre a submissão e primeira resposta de avaliação: 120 dias

Exacta – Engenharia de Produção

e-ISSN: 1983-9308
ISSN: 1678-5428
www.revistaexacta.org.br

Exacta  ©2022 Todos os direitos reservados.

Este obra está licenciada com uma Licença 
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional