Cadeia de valor da rede de sementes do Xingu: elaboração de direcionamento estratégico e gestão de riscos baseados nos requisitos da norma ISO 9001:2015 e ISO 3100:2018

Valeria Santos Guimarães, Fernando Hadad Zaidan

Resumo


O objetivo principal deste estudo é elaborar o planejamento estratégico e a matriz de riscos para a Rede de Sementes do Xingu (RSX) baseados nos requisitos da NBR ISO 9001:2015 e ISO 31000:2018. O método exploratório e documental utilizado neste estudo justifica-se como o mais condizente, pois a investigação ocorreu sob uma ótica predominantemente abrangente e interpretativa, o que exigiu uma postura crítica no que tange à percepção e assimilação das várias óticas do problema central. As informações obtidas e suas relações não foram quantificáveis, entretanto, como resultado serão gerados documentos úteis para a implementação de uma rede de distribuição de sementes perene e eficaz.


Palavras-chave


Rede de sementes do Xingu; Gerenciamento de riscos; Planejamento estratégico; Reflorestamento; ISO.

Texto completo:

PDF

Referências


Aaker, D. A., Kumar, V., & Day, G. S. (2001). Marketing research (7th ed.). New York: John Wiley & Sons, Inc.

Aguiar, E. C. (2010). Contribuição ao estudo do fator risco no desempenho de organizações e cadeias de suprimentos. Tese de doutorado, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo.

Akao, Y. (1996). Introdução ao desdobramento da qualidade (Z. T. Fujikawa e S. Takahashi, Trad.) Belo Horizonte, Escola de Engenharia da UFMG, Fundação Cristiano Ottoni.

Associação Brasileira de Normas Técnicas. (2015). ABNT NBR ISO 9001:2015: Sistemas de gestão da qualidade - requisitos. Rio de Janeiro.

Barnett, J. P., & Baker, J. B. (1991). Regeneration methods. In M. L. Duryea & P. M. Dougherty (Eds.). Forest regeneration manual. (pp. 35-55). Dordrecht: Kluver Academic Publishers.

Bechara, E. Uma contribuição ao aprimoramento do instituto da compensação ambiental previsto na lei 9.985/2000. 2007. 352p. Tese (Doutorado) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/teste/arqs/cp041032.pdf

Besanko, D., Dranove, D., & Shanley, M. (2000). Economics of strategy. New York: John Wiley and Sons.

Brasil. (1981). Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências, Brasília.

Brasil. (1998). Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências, Brasília.

Brasil. (2000). Lei Federal nº 9.985, de 18 de julho de 2000. Regulamenta o art. 225, § 1º, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências, Brasília.

Brasil. (2008). Ministério do Meio Ambiente. Consultoria Jurídica. Legislação Ambiental Básica / Ministério do Meio Ambiente. Consultoria Jurídica. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, Unesco.

Brasil. (2012). Lei n. 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nos 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União.

Carneiro, M. A., Costa, F. H. O., Gilberto, T. M. J., & Tomas, R. N. (2019). Gerenciamento de riscos para a cadeia de suprimentos: uma revisão sistemática de literatura. Produção Online, 19(3), 1048-1068.

Cheng, L. C., Scapin, C. A., Oliveira, C. A., Krafetuski, E., Drumond, F. B., Boan, F. S., Prates, L. R., & Vilela, R. M. (1995). QFD: planejamento da qualidade. Belo Horizonte, UFMG, Escola de Engenharia, Fundação Cristiano Ottoni.

Chopra, S., & Meindl, P. (2013). Supply chain management strategy, planning, and operation. England: Pearson Education Limited.

Christopher, M., & Lee, H. L. Mitigating supply chain risk through improved confidence. (2004). International Journal of Physical Distribution & Logistics Management, 34(5), 388-396.

Collier, P. M. (2009). Fundamentals of risk management for accountants and managers. New York: Routledge.

Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission [COSO]. (2013). Internal Control - Integrated Framework.

Easterby-Smith, M., Thorpe, R., & Lowe, A. (1999). Management research: an introduction. London: Sage.

Faria, I. D. (2008). Compensação ambiental: os fundamentos e as normas; a gestão e os conflitos. Consultoria Legislativa do Senado Federal, Brasília. Recuperado de: http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/99899

Ferreira, R. A., Davide, A. C., Motta, M., & Bearzoti, E. (2007). Semeadura direta com espécies arbóreas para recuperação de ecossistemas florestais. Cerne, 13(3), 271-279.

Ferreira, R. A., Santos, P. L., Aragão, A. G., Santos, T. I. S., Santos, E. M., Neto, & Rezende, A. M. S. (2009). Semeadura direta com espécies florestais na implantação de mata ciliar no Baixo São Francisco em Sergipe. Scientia Forestalis, 37(81), 37-46.

Gil, A. C. (2017). Como elaborar projetos de pesquisa (6a ed.). São Paulo: Atlas.

Hayne, C., & Free, C. (2014). Hybridized professional groups and institutional work: COSO and the rise of enterprise risk management. Accounting, Organization and Society, 39(5), 309-333.

Huber, C., Scheytt, T. (2013). The dispositif of risk management: reconstructing risk management after the financial crisis. Management Accounting Research, 24(2), 88-99.

Jüttner, U., Peck, H., & Christopher, M. (2003). Supply chain risk management: outlining an agenda for future research. International Journal of Logistics: Research and Applications, 6(4), 197-210.

Kern, D., Moser, R., Hartmann, E., & Moder, M. (2012). Supply risk management: model development and empirical analysis. International Journal of Physical Distribution & Logistics Management, 42(1), 60-82. https://doi.org/10.1108/09600031211202472

Kintish, E. (2007). Carbon emissions: improved monitoring of rainforests helps pierce haze of deforestation. Science, 316(5824), 536-537. Disponível em: http://www.obt.inpe.br/OBT/assuntos/programas/amazonia/prodes/pdfs/kintish_2007.pdf

Le Tourneau, F. M., Bursztyn, M. (2010). Assentamentos rurais na Amazônia: contradições entre a política agrária e a política ambiental. Ambiente & Sociedade, Campinas, 13(1), 111-130.

Lopes, L. C. P., & Gomes, M. F. (2017). Revista Direito Ambiental e Sociedade, | 7(3), 105-127.

Manuj, I., & Mentzer, J. T. (2008). Global supply chain risk management strategies. International Journal of Physical Distribution & Logistics Management, 38(3), 192-223. https://doi.org/10.1108/09600030810866986

Matos, A. L. T., Vitorino, V. A., Filho, Spers, V. R. E., & Pires, S. R. I. (2017). A produção acadêmica internacional sobre gestão de riscos na cadeia de suprimentos no período entre 2005 e 2014. Revista de Administração Faces Journal, Belo Horizonte, 16(1), 45-65.

Mattei, V. L. Agentes limitantes a implantação de Pinus taeda L. por semeadura direta. (1995). Ciência Florestal. Santa Maria, 5(1), 9-18.

Olechowski, A., Oehmen, J., Seering, W., & Ben-Daya, M. (2016). The professionalization of risk management: What role can the ISO 31000 risk management principles play? International Journal of Project Management, 34(8), 1568-1578.

Perez-Aleman, P. (2010). Collective learning in global diffusion: spreading quality standards in a developing country cluster. Organization Science, 22(1), 173-189.

Sachs, I. (2009). A terceira margem: em busca do ecodesenvolvimento. São Paulo: Companhia das Letras.

Salgado, E. G., Anjos, F. H. dos, Silva, V. N. da, Souza, M. de, Sant’ana, T. D., Bermejo, P. H. S., Mendonça, L. C., & Pinheiro, I. F. (2019). Systematic Literature Review of the Risk Management Process Literature for the Public Sector. In: Yang XS., Sherratt S., Dey N., Joshi A. (Eds) Third International Congress on Information and Communication Technology. Advances in Intelligent Systems and Computing, v. 797. Springer, Singapore. https://doi.org/10.1007/978-981-13-1165-9_78

Sanches, R. A. (2015). Campanha ‘Y Ikatu Xingu: governança ambiental da região das nascentes do Xingu (Mato Grosso, Brasil). Tese (Doutorado em Ambiente e Sociedade), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.

Santos, N. A., Jr., Botelho, S. A., & Davide, A. C. (2004). Estudo da germinação e sobrevivência de espécies arbóreas em sistema de semeadura direta, visando à recomposição de mata ciliar, Cerne, 10(1), 103-117.

Saunders, M., Lewis, P., & Thornhill, A. (2012). Research methods for business students. Pearson Education Ltd.: Harlow.

Scheytt, T., Soin, K., Sahlin-Andersson, K., & Power, M. (2006). Introduction: organizations, risk and regulation. Journal of Management Studies, 43(6), 1331-1337.

Tang, C., & Musa, N. (2011). Identifying risk issues and research advancements in supply chain risk management. International Journal of Production Economics, 133(1), 25-34.

Thekdi, S., & Aven, T. (2016). An enhanced data-analytic framework for integrating risk management and performance management. Reliability Engineering & System Safety, 156, 277-287. https://doi.org/10.1016/j.ress.2016.07.010.

Themsen, T. N., & Skærbæk, P. (2018). The performativity of risk management frameworks and technologies: the translation of uncertainties into pure and impure risks. Accounting, Organizations and Society. https://doi.org/10.1016/j.aos.2018.01.001

Ticktin, T. (2004). The ecological implications of harvesting, non-timber forest products. The journal of Applied Ecology, Oxford, 41, 11-21.

Ticktin, T., & Shackleton, C. (2011). Harvesting non-timber forest products sustainably: Opportunities and challenges. In S. Shackleton, C. Shackleton, P. Shanley. (Eds.). Non-timber forest products in the global context (pp. 149-169). Heidleberg: Springer.

Tomas, R. N., & Alcantara, R. L. C. (2013). Modelos para gestão de riscos em cadeias de suprimentos: revisão, análise e diretrizes para futuras pesquisas. Gestão & Produção, 20(3), 695-712. https://doi.org/10.1590/S0104-530X2013000300014

Uhl, C., Da Silva, J. M. C., Nepstad, D. C., & Vieira, I. C. G. (1991). Restauração da floresta em pastagens degradadas. Ciência Hoje, 13(76), 23-31.

Urzedo, D. I. de. (2014). Trilhando recomeços: a socioeconomia da produção de sementes florestais do Alto Xingu na Amazônia brasileira. Piracicaba. Tese de Doutorado, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Urzedo, D. I. de. (2017). Organização comunitária para as sementes florestais no Xingu-Araguaia. Informativo ABRATES, Londrina, 27(2), 37.

World Wildlife Fund. (2018). Maior aumento de desmatamento da Amazônia em dez anos. [S. l.]: WWF Brasil. Recuperado de: https://www.wwf.org.br/?68662/maior-aumento-desmatamento-amazonia-dez-anos

Wu, D. D., & Olson, D. L. (2010). Introduction to special section on “Risk and technology”. Technological Forecasting and Social Change, 77(6), 837-839.

Yin, R. K. (2005). Estudo de caso: planejamento e métodos (3a ed.). Porto Alegre: Bookman.




DOI: https://doi.org/10.5585/exactaep.2021.17121

Direitos autorais 2021 Exacta

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

Tempo médio entre a submissão e primeira resposta de avaliação: 120 dias

Exacta – Engenharia de Produção

e-ISSN: 1983-9308
ISSN: 1678-5428
www.revistaexacta.org.br

Exacta  ©2022 Todos os direitos reservados.

Este obra está licenciada com uma Licença 
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional