Sustentabilidade ambiental urbana: análise da influência da vegetação em parâmetros ambientais

Meiry Helen Sousa Bordim, Regina Márcia Longo, Bruno Sousa Bordim

Resumo


Objetivo do estudo: Analisar a influência da vegetação sobre o microclima utilizando para tanto a temperatura do ar e da superfície do solo, a umidade relativa do ar e também velocidade do vento.

Metodologia: O estudo foi realizado em um bosque em um campus universitário, onde foram coletados os dados no interior e nas áreas de borda do bosque, além de 20 e 40 metros de distância em uma área de estacionamento. Os dados foram coletados durante oito dias distribuídos em um período de um mês.

Originalidade/Relevância: Contribuição nas reflexões sobre questões ambientais atuais, mudanças climáticas, difusão da educação ambiental e sobre a forma como os indivíduos se relacionam com o meio. Sendo este um instrumento de incentivo à mudança em prol do meio ambiente e da sociedade.

Principais resultados: Pelas análises dos dados foi possível observar que dentro do bosque as temperaturas do ar e do solo e umidade relativa do ar apresentaram-se melhores do que na área do estacionamento, no qual neste último, as temperaturas se apresentaram mais altas, principalmente a da superfície do solo e a umidade atmosférica mais baixa. A incidência de ventos dentro do bosque foi quase nula, já nas outras áreas, especialmente no estacionamento os ventos foram frequentes.

Contribuições: As análises e a discussão deste estudo reafirmaram a influência da vegetação sobre as variáveis climáticas, com enfoque na importância dos fragmentos florestais urbanos, no microclima e a relevância de se proteger tais áreas.

Conclusão: Portanto diferenças no comportamento do ambiente interno do bosque para as bordas e no estacionamento, demonstram a influência positiva da vegetação sobre o microclima em áreas urbanas por meio da análise dos quatro parâmetros ambientais estudados.


Palavras-chave


Fragmento florestal; Microclima urbano; Qualidade ambiental; Temperatura; Umidade do ar.

Texto completo:

PDF (English) PDF

Referências


ArcGIS. ArcGIS: Software. Recuperado de http://www.esri.com/software/arcgis/index.html

Badiru, A. I., Pires, M. A. F., & Rodriguez, A. C. M. (2005) Método para a classificação tipológica da floresta urbana visando o planejamento e a gestão das cidades. In Anais do XII Simpósio brasileiro de sensoriamento remoto, INPE, Goiânia, GO. p.1427-1433. Recuperado de http://marte.sid.inpe.br/col/ltid.inpe.br/sbsr/2004/11.17.14.54/doc/1427.pdf

Briguenti, E. C. (2005). O uso de geotecnologias na avaliação da qualidade ambiental da Bacia do Ribeirão Anhumas, Campinas/SP (Dissertação de Mestrado). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil. Recuperado de http://www.iac.sp.gov.br/projetoanhumas/pdf/2_8_dissertaca_mestrado_conteudo.pdf

Campinas. Prefeitura Municipal de Campinas. (2006). Plano Diretor. Recuperado de http://www.campinas.sp.gov.br/governo/seplama/plano-diretor-2006/doc/tr_ma.pdf

Campinas. (2019). Prefeitura Municipal de Campinas. Recuperado de http://www.campinas.sp.gov.br

Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura - CEPAGRI. (2019). Clima de Campinas. Recuperado de https://www.cpa.unicamp.br/cepagri/previsao

Cielo, R. Filho, & Santin, D. A. (2002). Estudo florístico e fitossociológico de um fragmento florestal urbano - Bosque dos Alemães, Campinas, SP. Revista Brasileira de Botânica, 25(3), p. 291-301. Recuperado de https://doi.org/10.1590/S0100-84042002000300005

Costa, D. F., Silva, H. R., & Peres, L. F. (2010). Identificação de ilhas de calor na área urbana de Ilha Solteira - SP através da utilização de geotecnologias. Engenharia Agrícola, 30(5), p. 974-985. Recuperado de https://doi.org/10.1590/S0100-69162010000500019

Dacanal, C. (2011). Fragmentos Florestais Urbanos e Interações Climáticas em Diferentes Escalas: Estudos em Campinas, SP (Tese de Doutorado). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil. Recuperado de http://bdtd.ibict.br/vufind/Author/Home?author=Dacanal%2C+Cristiane+%5BUNESP%5D

Dacanal, C., Labaki, L. C., & Silva, T. M. L. (2010). Vamos passear na floresta! O conforto térmico em fragmentos florestais urbanos. Revista Ambiente Construído, 10(2),p. 115-132. Recuperado de https://doi.org/10.1590/S1678-86212010000200008

Feiber, S. D. (2004). Áreas verdes urbanas imagem e uso - O caso do passeio público de Curitiba - PR. Raega - O Espaço Geográfico em Análise, 8(8), p. 93-105. Recuperado de http://dx.doi.org/10.5380/raega.v8i0.3385

Fengler, F. H. (2014). Qualidade ambiental dos fragmentos florestais na Bacia Hidrográfica do Rio Jundiaí-Mirim (Dissertação de Mestrado). Instituto Agronômico de Campinas, Campinas, SP, Brasil. Recuperado de http://www.iac.sp.gov.br/areadoinstituto/posgraduacao/dissertacoes/Felipe%20H%20Fengler.pdf

Futada, S. M. (2007). Fragmentos remanescentes da bacia do Ribeirão das Anhumas, (Campinas-SP): evolução e contexto (Dissertação de Mestrado). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil. Recuperado de http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000411090

Garcia, J. M., Longo, R. M., Penereiro, J. C., Mendes, D. R., & Mantovani, P. (2018). Uso de fotografias hemisféricas para avaliação da qualidade ambiental na mata de Santa Genebra, Campinas-SP, Brasil. Ciência Florestal; 28(1), p. 175-190. Recuperado de https://doi.org/10.5902/1980509831651

Gartland, L. (2011). Ilhas de calor: como mitigar zonas de calor em áreas urbanas. São Paulo: Oficina de Textos.

Google. Google Earth Pro. Versão 7.3.2. (2018). Imagens da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campus I. Recuperado de http://earth.google.com/web/

Google Maps. (2019). Imagens da Pontifícia Universidade Católica de Campinas –

Campus I. Recuperado de https://www.google.com.br/maps/place/Pontifícia+Universidade+Católica+de+Campinas/@-22.8338277,-47.0478055,17.5z/data=!4m5!3m4!1s0x94c8c428eba81223:0xa8d0efb710aadd9d!8m2!3d-22.8335856!4d-47.0488833

Gurevitch, J., Scheiner, S. M., & Fox, G. A. (2009). Ecologia vegetal. Porto Alegre: Artmed.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. (2002). Mapa de Clima do Brasil. Recuperado de https://www.ibge.gov.br/geociencias/informacoes-ambientais/climatologia/15817-clima.html?=&t=acesso-ao-produto

Jardim, C. H. (2011). Relações entre temperatura, umidade relativa do ar e pressão atmosférica em área urbana: comparação horária entre dois bairros no município de São Paulo-SP. Revista Geografias, p. 128-142. Recuperado de https://doi.org/10.35699/2237-549X.13313

Leal, G. C. S. G., Farias, M. S. S., & Araujo, A. F. (2008). O processo de industrialização e seus impactos no meio ambiente urbano. Qualitas Revista Eletrônica, 7(1). Recuperado de http://dx.doi.org/10.18391/qualitas.v7i1.128

Lucon, F. A. P., & Longo, R. M. (2019). Alterações na temperatura da superfície do solo em função de diferentes formas de cobertura superficial do solo. Revista Gestão & Sustentabilidade Ambiental, Florianópolis, 8(4), p. 523-538. Recuperado de https://doi.org/10.19177/rgsa.v8e42019523-538

Lucon, F. A. P., Longo, R. M., Georges, M. R. R., & Bordim, M. H. (2018). Alterações na temperatura da superfície do solo em função do uso e ocupação em áreas verdes urbanas. In Anais Encontro Internacional sobre Gestão Ambiental e Meio Ambiente (ENGEMA), XX, 2018, São Paulo: FEA/USP. Recuperado de http://engemausp.submissao.com.br/20/anais/arquivos/166.pdf

Melo, A. G. C. (2009). Ecologia da comunidade arbóreo-arbustiva de um fragmento florestal urbano – Bosque Municipal Rangel Pietraróia, Marília, SP (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Lavras, Lavras, MG, Brasil. Recuperado de http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/1337

Melo, A. G. C., Carvalho, D. A., Castro, G. C., & Machado, E. L. M. (2011). Fragmentos Florestais Urbanos. Revista Científica Eletrônica de Engenharia Florestal, Garça, 17(1), p. 58-79. Recuperado de http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/Ozb1mN5plNQ3cZw_2013-4-29-11-34-29.pdf

Monteiro, V. S., & Pezzuto, C. C. (2017). Classificação das zonas climáticas locais através de medidas móveis. Estudo de caso – Campinas/SP. In Anais do I Simpósio Nacional de Gestão e Engenharia Urbana, São Carlos, SP. Recuperado de http://www.eventos.fai.ufscar.br/links/Anais%20Singeurb%202017.pdf

Moraes, I. C., Conceição, F. T., Cunha, C. M. L., & Moruzzi, R. B. (2012). Interferência do uso da terra nas inundações da área urbana do córrego da servidão, Rio Claro (SP). Revista Brasileira de Geomorfologia, Brasília, 13(1), p. 187-200. Recuperado de https://doi.org/10.20502/rbg.v13i2.252

Oliveira, P. C., Filho, Martins, K. G., Evaristo, G., Andrade, A. R., Silva, C. A., Maciel, A., Barbosa, G. D. (2015). Análise da Influência do Uso da Terra no Microclima Urbano: Caso Irati - PR. Floresta Ambiente. Seropédica, 22(4), p. 465-471. Recuperado de https://doi.org/10.1590/2179-8087.117314

Paiva, H. N., & Gonçalves, W. (2002). Florestas urbanas: planejamento para melhoria da qualidade de vida. 2. ed. Viçosa: Editora Aprenda Fácil.

Primack, R. B., & Rodrigues, E. (2001). Biologia da Conservação. Londrina: Planta.

Ramos, C., Simonetti, J. A., Flores, J. D., & Jiliberto, R. R. (2008). Modelling the management of fragmented forests: Is it possible to recover the original tree composition? The case of the Maulino forest in Central Chile. Forest Ecology and Management, 255(7), 2236-2243. Recuperado de https://doi.org/10.1016/j.foreco.2007.12.034

Ramos, T. B. (1997). Sistemas de indicadores e índices ambientais. In Anais do 4° Congresso nacional dos engenheiros do ambiente, (IV33-IV43), Faro, Portugal. Recuperado de https://www.academia.edu/1015511/Sistemas_de_indicadores_e_%C3%ADndices_ambientais

Rosalem, L. M. P., Cabrera, M. C. M., Leite, C. M.C., Anache, J. A. A., & Wendland, E. (2016). A produção de serrapilheira no Cerrado e sua aplicação temporal com o balanço hídrico climatológico. In Anais do XIX Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas, Campinas, SP: ABAS. Recuperado de https://doi.org/10.14295/ras.v0i0.28733

Santin, D. A. (1999). A vegetação remanescente do município de Campinas (SP): mapeamento, caracterização fisionômica e florística, visando a conservação (Tese de Doutorado). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.

Santos, R. F., & Carlesso, R. (1998). Déficit hídrico e os processos morfológicos e fisiológicos das plantas. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, 2(3), p. 287-294. Recuperado de https://doi.org/10.1590/1807-1929/agriambi.v2n3p287-294

Siqueira, J. C. (2008). Fundamentos de uma biogeografia para o espaço urbano. Pesquisas, Botânica, 59, p.191-210. Recuperado de http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/volumes/059/artigo8.pdf

Troppmair, H. (2008). Biogeografia e meio ambiente. (8. ed). Rio Claro: Divisa.

Viana, V. M., & Pinheiro, L. A. F. V. (1998). Conservação da biodiversidade em fragmentos florestais. Série Técnica IPEF, 12(32), p. 25-42. Recuperado de https://www.ipef.br/publicacoes/stecnica/nr32/cap03.pdf




DOI: https://doi.org/10.5585/geas.v11i1.19447

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2022 Revista de Gestão Ambiental e Sustentabilidade

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

Rev. Gest. Ambient. Sustentabilidade

Journal of Environmental Management & Sustainability

Rev. Gest. Ambient. Sustentabilidade ©2022 Todos os direitos reservados.

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença 
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional