A relevância do afeto e da alteridade na garantia dos direitos humanos

Edna Raquel Hogemann

Resumo


Este ensaio se propõe a refletir sobre a importância dos conceitos de afeto e alteridade como elementos garantidores da efetividade dos Direitos Humanos na pós-modernidade, e na análise crítica acerca da ausência da prática da alteridade nas relações intersubjetivas na sociedade contemporânea. Dessa forma, a partir da leitura de autores como Fromm, Bauman, Birman, Lèvinas e outros, o estudo objetiva, ainda que sem esgotar o tema, promover uma investigação acerca de suas contribuições para a superação de um cenário em que o agir social se traduz numa prática impessoal, não dialógica, centrada na figura do eu logocêntrico. Para tanto, partir-se-á do que se identifica como cerne do problema: a crítica da modernidade, em especial do individualismo exacerbado que tende ao desrespeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, para a seguir, discorrer sobre a relevância do afeto e de uma ética com base na alteridade como formas superação e transcendência na busca da efetividade dos Direitos Humanos. O texto finda por apontar que se os indivíduos têm sido continuamente condicionados a manter-se extremamente fixados na valorização das suas diferenças individuais como força, inteligência, raça, gênero, poder etc, somente através de uma mudança paradigmática ancorada na alteridade e amalgamada pelo afeto será possível vislumbrar uma saída que garanta o direito do ser humano de ser igual quando a diferença inferioriza e diferente quando a igualdade deprecia.

Palavras-chave


Direitos Humanos; afeto; alteridade

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DOI: https://doi.org/10.5585/prismaj.v12n2.4009

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