Crítica ao imperativo categórico kantiano: desconstruindo o sentido do dever-ser interno a partir da intenção do indivíduo segundo Lacan

Ricardo Rosseti

Resumo


Trata-se de uma abordagem da A metafísica dos costumes na qual se questiona o conceito de imperativo categórico de Kant, a partir dos princípios lacanianos do prazer e da realidade tratados no livro 7 d’O Seminário: a ética da psicanálise. O objetivo será analisar o imperativo categórico como fundamento do dever-ser interno das condutas moral e jurídica, questionando-se a validade desse atributo de imperatividade
autoconsciente da ação no contexto das avaliações éticas da intenção do indivíduo. Com este estudo, almeja-se demonstrar, do ponto de vista primordialmente psicanalítico, a necessidade de uma superestrutura da consciência ou de um ‘superego’ para que o indivíduo possa construir sua intencionalidade dentro dos limites da norma reguladora de conduta, o que seria impossível de se estruturar na psique, de acordo com a proposta de Kant: a impossibilidade dessa construção aponta para a invalidade do imperativo categórico como fundamento do dever-ser interno. Diante do silêncio do próprio argumento kantiano, buscar-se-á identificar o que permite, internamente ao indivíduo, a prática da ação ética como se fosse um movimento natural possível que corresponde às suas intenções práticas fundamentais, e não somente ao dever-ser externo. Essa identificação viabiliza-se a partir dos princípios do prazer e da realidade como abordados por Lacan em sua ‘ética da psicanálise’.

Palavras-chave


Dever-ser. Estrutura da ação ética. Imperativo categórico. Intencionalidade.

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DOI: https://doi.org/10.5585/prismaj.v3i0.565

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