Práticas colaborativas & bioética: a interdisciplinaridade do conflito

Jamile Garcia De Lucca, Maria de Fátima Schumacher Wolkmer, Gustavo Silveira Borges

Resumo


Diante dos avanços materiais e tecnológicos da medicina, a expectativa de vida aumentou significativamente. No entanto, em que pese a redução de doenças e mortalidades, quando o paciente se encontra acometido por doenças incuráveis ou não mais responsivas a tratamentos, surgem os conflitos de fim de vida. A contemporaneidade nos coloca diante de novos tipos de conflitos, tão complexos que ultrapassam as concepções tradicionais de Direito ou Medicina. Levando isso em consideração, o presente artigo busca explicitar como as Práticas Colaborativas podem auxiliar na transição dos conflitos de fim de vida a partir de um diálogo interdisciplinar, considerando a Bioética e seus princípios. O método de abordagem utilizado é o dedutivo, com técnica de pesquisa bibliográfica e procedimento monográfico.


Palavras-chave


conflito de fim de vida; bioética; comitês de bioética; práticas colaborativas

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DOI: https://doi.org/10.5585/prismaj.v20n1.16793

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