Habilidades funcionais e qualidade de vida em crianças com Leucemia Linfoblástica Aguda

Meyene Duque Weber, Leila Simone Foerster Merey, Daniele de Almeida Soares-Marangoni

Resumo


Objetivo: Comparar as capacidades funcionais e a qualidade de vida entre crianças com leucemia linfoblástica aguda em tratamento com quimioterapia e/ou radioterapia e crianças sem o tratamento, de 4 a 7 anos de idade.
Método:  Participaram do estudo 50 crianças, sendo 25 em tratamento (grupo experimental) e 25 que já terminaram o tratamento (grupo controle), avaliados por meio do Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade (PEDI) e da Escala de Qualidade de Vida da Criança (AUQEI).
Resultados: Não houve diferença entre os grupos nos escores brutos do PEDI e na pontuação do AUQEI. Os escores normativos do PEDI apresentaram-se predominantemente abaixo do esperado para a idade em ambos os grupos. A pontuação do AUQEI demonstrou uma qualidade de vida prejudicada no grupo experimental e no controle.
Conclusão: Sugere-se que a leucemia linfoblástica aguda e seus tratamentos (quimio e radioterápicos) geram prejuízos funcionais e psicossociais, tanto no momento do tratamento oncológico como após sua conclusão e remissão da doença. É relevante que haja promoção de um acompanhamento longitudinal e multiprofissional da criança com câncer, a fim de minimizar os danos e reinseri-la na comunidade efetivamente.


Palavras-chave


Leucemia; Criança; Qualidade de vida.

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DOI: https://doi.org/10.5585/conssaude.v19n1.17042

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