Estimativa do torque muscular de extensores do joelho de idosos baseado em testes de desempenho físico funcional

Keuly Garcia da Silva, Lucas Bet da Rosa Orssatto, Iris Natália Mendonça Barros, Kayth Sousa Nascimento, Inês Amanda Streit, Ewertton de Souza Bezerra

Resumo


Objetivo: Verificar quais métodos de avaliação clínicos de força e potência muscular, e testes de desempenho físico funcionais estão correlacionados com o pico de torque isométrico e dinâmico dos extensores de joelho, e desenvolver equações preditivas que estimem o pico de torque isométrico e dinâmico em pessoas idosas.
Métodos: Foram selecionados 49 sujeitos (≥ 60 anos) de ambos os sexos. O pico de torque muscular isométrico (PTISO) e dinâmico concêntrico (PTCON) dos extensores da articulação do joelho do membro preferido foi avaliado através de dinamômetro isocinético no primeiro dia de avaliação. Quarenta e oito horas depois o teste força máxima (1-RM) unilateral do membro preferido foi executado na cadeira extensora, seguindo do teste de potência do membro superior com uma medicine ball de 2 kg (ABM-2). No terceiro dia foram avaliados o teste de equilíbrio dinâmico (time up and go), a capacidade de subir e descer escadas (separadamente), com estes três testes foi construído um índice funcional (IFUNC).
Resultados: Os principais resultados demonstraram que o IFUNC não prediz melhoria no pico de torque extensor do joelho (p>0,05). Contrapondo a hipótese inicial que alterações no desempenho do pico de torque, tanto isométrico, como dinâmico, teria uma resposta direta com o desempenho funcional.
Conclusão: As medidas de força máxima para membro inferior (cadeira extensora-1-RM) e potência de membro superior (arremesso da bola de medicine ball 2-kg) quando associadas explicam com mais de 60% (p<0,05) uma mudança no desempenho na força isométrica e dinâmica dos extensores de joelho de idosos não treinados.


Palavras-chave


Envelhecimento; Músculo esquelético; Dinamômetro de força muscular

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DOI: https://doi.org/10.5585/conssaude.v19n1.18247

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