Independência funcional de idosos submetidos à ventilação mecânica invasiva: importância para o desfecho clínico e efeitos da hospitalização

Daniel Martins Pereira, Edson Mamoru Tamaki, Sonia Maria Oliveira de Andrade, Gabriel Victor Guimarães Rapello, Filipe Abdalla dos Reis, Saturino de Campos Sarat Junior

Resumo


Objetivos: Verificar a importância da medida da independência funcional (MIF) nos desfechos clínicos de idosos mecanicamente ventilados e analisar os fatores de risco associados à mortalidade. Métodos: Coorte prospectiva de pacientes submetidos a VMI, divididos em dois grupos: Grupo não sobrevivente – óbito na internação e Grupo sobrevivente – alta hospitalar. Resultados: A MIF antes da internação na UTI foi em média para o grupo não sobrevivente 94,8 e para o grupo sobrevivente 113,4 pontos (p=0,0062) e se relacionou com maior risco de óbito (p<0,0001; RR=2,37; IC 95%=1,43 a 3,93). Nos 27 pacientes avaliados após 6 meses houve recuperação da MIF a valores próximos (103,0 pontos) comparados ao momento antes da internação na UTI (113,4). Conclusões: A redução da MIF relacionou-se com maior risco de óbito. A mortalidade observada na internação foi alta com 59,0%. A MIF sofreu redução significativa após a internação na UTI e 6 meses após a alta da UTI recuperou-se a valores semelhantes se comparada a antes da internação.


Palavras-chave


Idosos; Atividades cotidianas; Unidades de terapia intensiva; Fatores de risco.

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DOI: https://doi.org/10.5585/conssaude.v17n2.8006

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