O novo Plano Estadual de Educação: velhos mecanismos de regulação e os novos desafios do cotidiano escolar

Adelgício Ribeiro de Paula

Resumo


O objetivo deste artigo é problematizar o Plano Estadual de Educação do Estado de São Paulo. Entre as propostas destacamos a implantação de um sistema de avaliação institucional, que vai permitir à Secretaria Estadual de Educação a gestão dos resultados e adoção de uma política de incentivos, tudo em conformidade com os velhos princípios tayloristas. Entendemos que com esses princípios presentes na política de incentivos, a Secretaria desloca o enfoque dos professores para os professores coordenadores pedagógicos, supervisores de ensino e diretores de escola, propondo formas de treinamento e supervisão do trabalho desses profissionais – formação continuada e capacitação da equipe. Nenhuma das medidas ou ações propostas, no entanto, contemplam as emergentes questões sociais que margeiam o cotidiano escolar e que interferem continuamente no desenvolvimento do trabalho do profissional da educação. Melhorar efetivamente a remuneração do trabalhador escolar é reconhecer a importância da educação e confirmar o compromisso com as necessidades de uma parcela da sociedade que está mais sujeita à crescente desigualdade social provocada pelo desenvolvimento capitalista.

Palavras-chave


Cotidiano escolar. Currículo. Gestão. Plano Estadual de Educação.

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DOI: https://doi.org/10.5585/cpg.v7n0.1903

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