A geopolítica do poder: movimentos cotidianos e deslocamentos forçados na modernidade

Claudia Chagas, Renata Rocha, Thamy Lobo

Resumo


Os deslocamentos forçados na modernidade ocuparam um lugar de destaque nas agendas políticas mundiais, tornando-se um tema necessário e poderoso nos debates internacionais em diferentes dimensões das análises políticas, econômicas e também sociológicas. Para esmiuçar esses novos entendimentos sobre esse fenômeno, trazemos à discussão o “Relatório de Tendências Globais em Deslocamento Forçado” e alguns documentos legais produzidos e/ou incorporados nas políticas de Estado por diversos países para tratar do assunto e, também, políticas públicas formuladas no Brasil para o enfrentamento da questão. Para tanto, também foi elaborado um breve panorama histórico-crítico da formação geopolítica do mundo e suas implicações no acelerado processo de migração e refúgio, abrangendo conceitos como identidade histórica e cultural e a legitimação do “Outro” por meio da aposta na diferença. A investigação construída será apoiada no conceito teórico-epistemológico de “colonialidade do poder”, que opera na relação indivíduo-Estado-deslocamento, tendo como base teórico-metodológica os estudos com os cotidianos, a partir de um de seus movimentos de pesquisa, denominado “Sentimento mundo”. Por fim, reitera-se o compromisso da investigação em criar “táticas”, como aprendemos com o cotidiano, e criar “Outras” vozes de enunciação e polifonia, chamando atenção para esse fenômeno mundial que são os deslocamentos forçados na atualidade.


Palavras-chave


cotidianos; colonialidade do poder; deslocamento forçado; movimentos.

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DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.n61.17755

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