Avaliação na educação superior: limites e possibilidades de uma experiência

Marcos Villela Pereira, Sônia Maria de Souza Bonelli, Rosane Oliveira Duarte Zimmer, Síntia Lúcia Faé Ebert

Resumo


O artigo coloca em análise a concepção de avaliação praticada por um grupo de professores supervisores de Estágio Curricular de um curso de Pedagogia, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com base na ideia de que a avaliação propicia ao professor uma reflexão sobre sua prática, para que, a partir da tomada de consciência sobre suas convicções, possa empregar estratégias de ação, desenvolver instrumentos e rever aspectos que precisem ser retomados, na busca do enfrentamento das dificuldades encontradas ao longo da jornada educativa. Para os estudantes, a avaliação pode ser reconhecida como o momento de construção do conhecimento e reposicionamento do processo de formação. A avaliação é entendida como um ato político, no sentido de fornecer sucessivos juízos sobre um percurso, sempre parciais, provisórios e precários, que instam os sujeitos a ajustar o curso dos acontecimentos às suscetibilidades do próprio grupo, no interior de um dado contexto de ação pedagógica ou formação social. Por fim trazemos alguns registros do percurso de realização do Estágio Curricular, nos anos iniciais, no qual fomos interpelados pela pandemia de COVID-19 e experimentamos o e-portfólio como dispositivo de apropriação crítica e de avaliação formativa, permitindo uma experiência de deslocamento e consequente ampliação de nosso entendimento sobre as possibilidades do vínculo na educação remota, em tempos de exceção.

 

 


Palavras-chave


Avaliação. Educação superior; Estágio curricular nos anos iniciais; Portfólio; Pandemia de COVID-19

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DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.n55.18874

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