Pesquisar e pesquisar-se na educação: movimentos criados pela estética e pelas sensibilidades

Silvia Sell Duarte Pillotto, Carla Clauber da Silva

Resumo


o artigo objetiva problematizar os movimentos de pesquisar experimentados pelo pesquisador no processo investigativo e seus efeitos criados na/pela estética e sensibilidades. Nossa reflexão baseia-se em: como a experiência estética e as sensibilidades podem afetar a pesquisa nos movimentos investigativos e seus desdobramentos na educação? Sobre essa indagação, dialogamos com alguns autores: Deleuze (2006, 1988 e 1974) Deleuze e Guatarri (1995 e 1992), trazendo o conceito de cartografia, nos possibilitando criar outros modos de pesquisar; Schiller (2017), com o conceito dos impulsos - sensível e formal, provocando a necessidade da articulação entre ambos, e a natureza ambígua da racionalidade e da subjetividade. Morin (2003 e 1999), abordando o pensamento complexo na educação, capaz de unir e contextualizar, sem perder de vista a singularidade; Meira (2014) e Autores X (2010), ao mencionarem a experiência estética para pensar os processos educativos, como alimento que mobiliza e amplia as relações do sujeito no limiar do racional e do sensível; Maffesoli (2010, 2004 e 1998), que defende a razão sensível como uma alavanca metodológica para o exercício do pensamento. Para além desses autores, outros nos subsidiaram para a compreensão das sensibilidades como forças vitais e potência criadora que movem a existência humana e a pesquisa. Esse artigo, portanto, se constituiu no diálogo com as experiências em um Núcleo de Pesquisa em Arte na Educação, no qual pesquisar e pesquisar-se (entre)laçam-se com a estética e as sensibilidades. Ou seja, mapas vão se formando, se findando e se desdobrando nos processos educativos.

Palavras-chave


Educação; Experiência estética; Pesquisa; Sensibilidades.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.n53.16664

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