Diversidade e educação de adultos: estratégias coletivas de resistências em tempos pandêmicos

Rayane Silva Guedes, Daniela Oliveira Ramos dos Passos

Resumo


Este artigo tem como objetivo refletir sobre as possibilidades de educação de adultos, por meio da construção de estratégias coletivas de resistência à necropolítica (termo conceitualizado por Achille Mbembe, 2018), diante da marginalização de grupos de mulheres, negros, LGBTQIA+, indígenas, quilombolas, ocupações urbanas, população em situação de rua, entre outros, durante o período da pandemia. Para isso, utilizou-se como metodologia análise qualitativa e busca exploratória de coletividades atuantes nas mídias/redes sociais. Como resultado, foram encontradas 33 iniciativas de agências coletivas em Belo Horizonte e Região Metropolitana, mediante informações coletadas no aplicativo Instagram. Como considerações, entende-se que a perspectiva das redes sociais pode contribuir para os desenvolvimentos desses coletivos, como evidencia Fernanda Rocha (2017), fortalecendo os grupos e auxiliando a educação coletiva de adultos, na intenção de construir uma sociedade mais justa e equânime.


Palavras-chave


diversidade; educação de adultos; necropolítica; pandemia

Texto completo:

PDF

Referências


BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Portugal: Porto Editora, 1994.

BRASIL. Ministério da mulher, da família e dos direitos humanos. Painel de dados da ONDH. [online]. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/ondh/paineldedadosdaondh. Acesso em: 7 de jun. de 2021.

BRASIL. Decreto nº 10.282, de 20 de março de 2020. Regulamenta a Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, para definir os serviços públicos e as atividades essenciais. Brasilia, DF, 2020. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/D10282.htm. Acesso em: 10 de jun. 2021.

HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013.

CABELLO, Camila Faustinoni. A emergência da cultura e a Lei Aldir Blanc. Rede Brasil Atual, Blog na rede, 13 de jun. 2021. [online]. Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2021/06/a-emergencia-da-cultura-e-a-lei-aldir-blanc/. Acesso em: 02 de jul. 2021.

CAVACO, Carmen. Experiência e formação experiencial: a especificidade dos adquiridos experienciais. Revista Educação Unisinos, São Leopoldo, v. 13, n. 3, p. 220- 227, set./dez. 2009.

DAVIS, Angela. Mulheres, Raça e Classe. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2016.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23 ed. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2002.

GOHN, Maria da Glória. Educação Não Formal, Aprendizagens e Saberes em Processos Participativos. In: Investigar em Educação - Investigar em Educação, IIª Série, Número 1, pág.35-50, 2014. Disponível em: http://pages.ie.uminho.pt/inved/index.php/ie/article/view/4. Acesso em: 02 de jul. 2021.

GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis: RJ, Vozes, 2017.

NOIS. Núcleo de operações e inteligência em Saúde. Nota técnica 11: Análise socioeconômica da taxa de letalidade da COVID-19 no Brasil. [online]. Disponível em: https://sites.google.com/view/nois-pucrio/publica%C3%A7%C3%B5es. Acesso em: 07 de jul. de 2021.

MBEMBE, Archile. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política de morte. 2ª ed. Trad. Renata Santini. São Paulo: n-1 Edições, 2018.

MOREL, Ana Paula Massadar. Negacionismo da Covid-19 e educação popular em saúde: para além da necropolítica. Trabalho, Educação e Saúde [online]. v. 19, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00315. Acesso em: 07 de jun. 2021.

ROCHA, Fernanda de Brito Mota. A quarta onda do movimento feminista: o fenômeno do ativismo digital. 2017. 136f. Dissertação (Mestrado Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais ) – Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2017.

RODRIGUES, Neidson. Educação: da formação humana à construção do sujeito ético. Educação e Sociedade, Campinas, v. 22, n. 76, 2001. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0101-73302001000300013. Acesso em 29 de jun. 2021.

SANTOS, Boaventura de Souza. A cruel pedagogia do vírus. Coimbra: Almedina, 2020.




DOI: https://doi.org/10.5585/38.2021.20434

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2021 Dialogia

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

Dialogia

e-ISSN: 1983-9294
ISSN: 1677-1303
www.revistadialogia.org.br

Dialogia ©2022 Todos os direitos reservados.

Esta obra está licenciada com uma Licença 
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional