Inovações metodológicas para uma aprendizagem ativa

Ingrid Santella Evaristo, Elisangela Aparecida Bulla Ikeshoji

Resumo


A presente obra, organizada por Adriana Aparecida de Lima Terçariol, docente no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) e Mestrado em Gestão e Práticas Educacionais (Progepe) na Universidade Nove de Julho (Uninove/SP), Elisangela Aparecida Bulla Ikeshoji, professora da Educação Básica, Técnica e Tecnológica da área de Gestão, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) e Raquel Rosan Christino Gitahy, docente da Universidade do Oeste Paulista e da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul.

Nota-se que as reflexões discorridas no decorrer do livro são desenvolvidas a partir de um convite aos leitores à inspiração do novo, recomendando a leitura a todos os educadores, pesquisadores e demais interessados nas mudanças e superações de paradigmas, em busca de uma ação/prática transformadora da educação na sociedade digital. A obra está dividida em 13 (treze) capítulos. O leitor encontra ainda, as seções:  Apresentação, Prefácio, Reflexões Iniciais e Sobre os Autores. Cada um desses capítulos apresenta os fundamentos e as atividades que orientaram e auxiliaram os professores na elaboração e desenvolvimento de novas práticas pedagógicas, e também proporciona a autorreflexão, além do incentivo para a utilização de novas estratégias e recursos digitais na aprendizagem.

No capítulo 1, “Os avanços, as dificuldades e os desafios emergentes no fazer pedagógico no âmbito da educação básica em tempos de cibercultura”; os autores lançam um olhar minucioso sobre a inserção das TDIC no fazer pedagógico, em tempos de cibercultura, evidenciando em suas considerações que a escola precisa promover condições para instigar os estudantes a construírem o conhecimento, de maneira autônoma, significativa e contextualizada.

No capítulo 2, “Estilos de ensino versus estilos de aprendizagem no contexto do Ensino Médio: sob a luz da Base Nacional Comum Curricular”, analisa-se como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) articula, especificamente, no Ensino Médio, a maneira de ensinar do professor e a de aprender do aluno. As autoras abordam um delineamento metodológico, por meio de pesquisas documentais e de um levantamento de produções na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD).

O capítulo 3, “Aprendizagem Baseada em Projetos na Educação Básica: a articulação da educação ambiental e das tecnologias digitais”, reflete as questões ambientais como desafio na atualidade, discute as ações humanas de maneira consciente e a viabilidade de mudanças para promover ações ancoradas na sustentabilidade. As autoras contextualizam historicamente o programa de educação ambiental, desde a década 70 até os dias atuais, as possibilidades e facilidades de acesso às informações, com o uso das tecnologias digitais, bem como a oportunidade de trabalhar o currículo de forma lúdica e detalhada, em relação aos conteúdos voltados às Ciências da Natureza. Apresentam novas propostas educacionais com temáticas de cunho transversal, o que abrange abordagens referentes à sustentabilidade, com propostas metodológicas que viabilizam o trabalho pedagógico interdisciplinar.

O capítulo 4, “O uso do WhatsApp no processo de ensino e aprendizagem de história na Educação Básica: em destaque suas potencialidades e o papel do professor”, envolve a discussão de como o recurso WhatsApp pode ser considerado um ambiente móvel para promoção do processo de ensino e aprendizagem. Os autores dividem o capítulo em dois eixos. No eixo 1 abordam as potencialidades do WhatsApp em contextos educacionais e no aprendizado de História. Já o eixo 2 relata o papel do professor em ambientes de aprendizagem móvel. 

No capítulo 5, “O pensamento lógico computacional plugado e não plugado na educação matemática”, apresenta-se uma análise das contribuições, do desenvolvimento e do pensamento lógico, explanando o ensinar e o aprender, bem como o pensamento computacional plugado e desplugado na aprendizagem ativa de Matemática. Expõe ao leitor as diretrizes relacionadas ao ensinar e aprender matemática até a era digital, considerando a tecnologia inserida no contexto escolar, proporcionando ao discente novas e diferentes perspectivas na aprendizagem da matemática em sala de aula.

O capítulo 6, “Gamificação e o game aliados ao processo avaliativo: uma experiência nos anos finais do ensino fundamental com língua portuguesa”, apresenta a utilização e as potencialidades, em sala de aula, a partir de um game, com o objetivo de promover um ambiente gamificado para avaliações formativas.

No capítulo 7, “Inclusão digital: protagonismo discente em ação”, em um relato de experiência, os autores discorrem sobre uma experiência que ocorreu em uma escola técnica da cidade de São Paulo, com alunos do 1º módulo do curso de Informática, e que teve como objetivo oportunizar para que atuassem como protagonista, na disseminação dos conteúdos de ferramentas digitais para alunos do 3º ano do ensino fundamental, de uma escola estadual na mesma cidade.

No capítulo 8, “O moodlebox, a internet das coisas (IOT) e o moodle: um estudo exploratório no curso técnico de desenvolvimento de sistemas”, os autores abordam as tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) e a internet das coisas (IOT) em ambientes escolares. Comentam ainda o sistema de gestão de aprendizagem ou learning management system (LMS) e o desenvolvimento da experiência no curso Técnico de Desenvolvimento de Sistemas, em uma escola técnica da cidade de São Paulo.

O capítulo 9, “A narrativa digital e as competências da BNCC na formação inicial de professores do curso de pedagogia”, é decorrente de dois relatos de experiência realizados no ensino superior, no curso de Pedagogia, que utilizam a narrativa digital como meio para abordagem de conteúdos propostos no currículo. O autor discute o tema, a partir dos relatos dos próprios discentes em formação inicial, sobre a inserção das narrativas digitais relacionadas aos resultados alcançados.

No capítulo 10, “As metodologias ativas no curso de direito: a necessidade e possibilidades de mudança no ensino e aprendizagem na área jurídica”, os autores refletem sobre as possibilidades proporcionadas pelas tecnologias de aprendizagem no ensino jurídico, com um breve panorama histórico do curso de Direito no Brasil. Destaca-se o perfil dos discentes e docentes desse curso e evidencia-se que as metodologias ativas favorecem diferentes habilidades e competências, sendo porém imprescindível, o suporte institucional, principalmente no que diz respeito à formação adequada dos docentes para sua efetiva implementação. Os autores resgatam a necessidade de mais trabalhos para aprimorar o uso das metodologias ativas no campo jurídico.

O capítulo 11, “Estudos de casos: uma proposta metodológica para a abordagem do cyberbullying em tempos de educação digital”, traz o cyberbullying sob a perspectiva da educação e do direito digital, mostrando situações praticadas nas redes e em escolas, assim como os tipos de danos decorrentes dessa prática.

O capítulo 12, “Os recursos educacionais abertos: em foco os cursos on-line abertos e massivos (MOOC)”, oferece a reflexão sobre o uso dos recursos educacionais abertos na construção de ambientes virtuais de aprendizagem, especialmente os Mooc (Curso Online Aberto e Massivo), oferecidos por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, ferramentas da Web 2.0 ou redes sociais.

Finalizando, no capítulo13, “Metodologias para aprendizagem ativa e uso das tecnologias digitais de informação e comunicação na educação a distância”, os autores analisam as formas de articulações das tecnologias digitais com as metodologias para aprendizagem ativa na educação a distância (EaD).

A análise sobre as temáticas, práticas pedagógicas e aspectos abordados na obra instiga a se conhecer mais sobre o assunto e possibilita ao leitor compreender as metodologias ativas articuladas a tecnologias digitais com propostas para fazeres mais inovadores, que influenciam na transformação do paradigma de aprendizado. Diante disso, requer-se formação e pesquisa continuamente, para fomentar e subsidiar as intervenções em contexto de ensino e de aprendizagem.


Palavras-chave


Metodologias ativas

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Referências


TERÇARIOL, Adriana Aparecida de Lima; IKESHOJI, Elisangela Aparecida Bulla; GITAHY, Raquel Rosan Christino (org.). Metodologias para aprendizagem ativa em tempos de educação digital: formação, pesquisa e intervenção. Jundiaí, SP: Paco Editorial, 2021.




DOI: https://doi.org/10.5585/41.2022.22298

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