Formação ao Longo da Vida (FLV) de professores de Língua Portuguesa: agenciamentos e possibilidades

Mateus Esteves de Oliveira, Vicente Aguimar Parreiras

Resumo


Neste artigo, discutimos, como objeto de pesquisa, o papel da Formação ao Longo da Vida (FLV) na trajetória profissional de um grupo de professores de Língua Portuguesa de uma cidade do interior de Minas Gerais. A noção de FLV considera o sujeito trabalhador como protagonista da sua trajetória formativa (FERREIRA, 2012; MEIRIEU, 2005; MERLE, 2006). Nesse sentido, buscamos, nas narrativas de vida dos participantes, traços de identificação para com essa ideia, bem como os benefícios, advindos da formação contínua, nas suas práticas pedagógicas. Para tal tarefa, como metodologia, utilizamos a Análise de Conteúdo (BARDIN, 2016) e projetamos oito categorias de análise. Por fim, concluímos que, mesmo havendo condições que dificultam a FLV no contexto pesquisado, os participantes reconhecem a necessidade de se colocarem como agentes centrais dos seus próprios percursos pessoal e profissional no decorrer da vida, agenciando, desse modo, diversos meios (AHEARN, 2001) para autoconstrução da identidade profissional.


Palavras-chave


agenciamento docente; autonomia; competência docente; formação ao longo da vida; narrativas

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.5585/40.2022.21100

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