As cruzadas antigênero, antifeminismo, resistências e a disputa pela educação

Dayana Brunetto Carlin dos Santos, Karina Veiga Mottin, Amanda da Silva

Resumo


Considerando o contexto de disputa política e o enfrentamento às temáticas LGBT no campo educacional, esta pesquisa propõe-se a realizar uma análise da cruzada antigênero na educação. A partir de uma teorização pós-estruturalista, ancorada principalmente em Michel Foucault e Judith Butler, argumenta-se que, desenvolveu-se no Brasil, um movimento neoconservador que se apoia em um discurso antifeminista para retirar as discussões sobre as relações de gênero das escolas. Assim, conclui-se que realizar uma análise desses discursos neoconvervadores é de extrema importância para os estudos de gênero, uma vez que essas narrativas alimentadas por um “pânico moral”, têm dado suporte a projetos de leis como o homeschooling e a militarização das escolas públicas.


Palavras-chave


antigênero; educação; antifeminismo

Texto completo:

PDF

Referências


BUTLER, Judith. Quadros de guerra: Quando a vida é passível de luto? Trad. Sergio Tadeu de Niemeyer e Arnaldo Marques da Cunha. 3a ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017.

BRUNETTO, Dayana; MOTTIN, Karina Veiga. Os efeitos de poder produzidos pelo projeto escola sem partido na docência. Cadernos de Gênero e Tecnologia, v. 13, n. 42, p. 297-312, 2020.

CAMPAGNOLO, Ana Caroline. Feminismo: perversão e subversão. Campinas, SP: VIDE Editorial, 2019.

CÉSAR, Maria Rita de Assis; DUARTE, André de Macedo. Governamento e pânico moral: corpo, gênero e diversidade sexual em tempos sombrios. Educar em Revista, v. 33, n. 66, p. 141-155, 2017.

DALAL, Rosen. A compacta história do mundo. São Paulo: Universo dos Livros, 2016.

DUARTE, André. A pandemia e o pandemônio: ensaio sobre a crise da democracia brasileira. Rio de Janeiro: Via Verita, 2020

FLORES, Maria Bernardete Ramos. O pensamento antifeminista: a querela dos sexos. História Revista, v. 9, n. 2, p. 4, 2004.

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso: aula inaugural do Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. Tradução Laura Fraga de Almeida Sampaio. São Paulo: Edições Loyola, 1996.

FOUCAULT, Michel. A Arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense, 1984.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1988.

FOUCAULT, Michel. Prefácio - O Anti-Édipo: uma introdução à vida não-fascista (1977). In: Ditos e escritos VI: repensar a política. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010.

JUNQUEIRA, Rogério Diniz. A invenção da" ideologia de gênero": a emergência de um cenário político-discursivo ea elaboração de uma retórica reacionária antigênero. Revista Psicologia Política, v. 18, n. 43, p. 449-502, 2018.

MOTTIN, Karina Veiga. A “ideologia de gênero” através das narrativas da Assembleia Legislativa do Paraná: o caso do Plano Estadual de Educação. 119 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Paraná – UFPR. Curitiba, 2019.

RUBIN, Gayle. Pensando o sexo. Notas para uma teoria radical da política da sexualidade, 2017.

SCALA, Jorge. La ideología del género o el género como herramienta de poder. Rosário: Ediciones Logos Ar, 2010.




DOI: https://doi.org/10.5585/41.2022.22300

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2022 Dialogia

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

Dialogia

e-ISSN: 1983-9294
ISSN: 1677-1303
www.revistadialogia.org.br

Dialogia ©2022 Todos os direitos reservados.

Esta obra está licenciada com uma Licença 
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional