A construção de uma política de juventude com os jovens: possibilidades e limites de uma experiência concreta

Rosemary Roggero, Lee Oswald Siqueira

Resumo


Este artigo é o recorte de uma pesquisa empírica sobre participação política da juventude, mas também é o relato de experiência de construção de uma política de juventude, junto aos jovens de um município da grande São Paulo, nos anos de 2013 e 2014. A questão da pesquisa foi: até que ponto seria possível construir uma política pública com o envolvimento e a participação direta do público alvo? O objetivo foi analisar as relações que se estabelecem na construção de uma política pública com a participação direta dos jovens. O método é compatível com a pesquisa ação interventiva, que implicou no desenvolvimento de uma cartografia da juventude na cidade e utilizou os procedimentos da indagação valorativa para sensibilizar, articular e mobilizar mais de 4 mil jovens com idade entre 15 e 29 anos, em 92 ciclos de diálogo, para refletir sobre suas potencialidades e levantar prioridades na construção de políticas específicas, tendo como pano de fundo a realização de uma pedagogia social. No processo, destacaram-se lideranças que apresentaram ao poder público uma Carta da Juventude da cidade, chegou-se ao Projeto Lei para criação do Conselho Municipal de Juventude e a um plano de ação para implementação do Estatuto da Juventude, no município.


Palavras-chave


Indagação valorativa; Juventude; Políticas públicas

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DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.n49.13191

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