Avaliação dos sistemas educativos nos países da união européia: de uma necessidade problemática a uma prática complexa desejável

Pascal Roggero

Resumo


Após envolver inúmeras políticas públicas, o processo de avaliação chega ao mundo da educação. Esse processo, que não caminha sem conflitos, generaliza-se, entretanto, no conjunto dos países pertencentes à União Européia. Combinando, de um lado, a análise das formas institucionais e os procedimentos utilizados e, de outro, as representações que fundamentam essas políticas ou modelos de avaliação, é possível definir três grandes modelos de avaliação: o inglês, o francês e o finlandês. Se parece legítimo que organizações e sistemas educacionais sejam equipados com instrumentos de ‘pilotagem’ como a avaliação, não há necessidade de reduzir a questão apenas ao nível técnico, pois ela é uma questão política que pressupõe uma deliberação coletiva e democrática a respeito das missões da escola, o que não é, em geral, posto em prática. Os grupos de interesses mais poderosos freqüentemente aparecem o suficiente para pressionar esse debate. Outra influência surge nas comparações entre os sistemas educacionais europeus, efetuadas pelo corpo internacional de especialistas. Dessa forma, há o risco de se ter uma avaliação técnica internacional transparente, de bases políticas próprias, agindo em prol de uma normalização dos sistemas educacionais. Em tais condições, a auto-avaliação, um processo complexo por meio do qual uma comunidade educacional delibera, em seu ambiente local, a respeito de suas finalidades e oferece os meios de conhecer e modificar sua ação, parece ser a mais mobilizadora e em maior concordância com a diversidade dos sistemas sociais.

Palavras-chave


avaliação; ideologia; representação; sistema educacional; sistema complexo; União Européia.

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DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.v4i2.307

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